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domingo, 11 de julho de 2010

O Time da Copa

Confira abaixo a escalação do time que montei com os jogadores que na minha opinião foram os melhores da Copa do Mundo.










Eduardo











Philipp Lahm












Per Mertesacker











Juan












Fábio Coentrão












Bastian Schweinsteiger











Andrés Iniesta











Wesley Sneijder











Thomas Müller












David Villa












Diego Forlán

Notas: Holanda 0 x 1 Espanha

HOLANDA

Maarten Stekelenburg: 5,5 – Não teve culpa no gol e durante toda a partida foi muito seguro, sem cometer falhas.
Gregory van der Wiel: 6 – Fez sua melhor partida no Mundial, com muita força na marcação e, finalmente, aparecendo um pouco no ataque.
John Heitinga: 5,5 – Foi expulso no segundo tempo da prorrogação, mas precisava fazer a falta. Cometeu poucos erros durante a partida.
Joris Mathijsen: 4,5 – Foi bastante atabalhoado, perdeu um gol incrível e se enrolou em algumas jogadas na defesa.
Giovanni van Bronckhorst: 6 – Eficiente no ataque e razoável na defesa. Despediu-se do futebol com dignidade.
Edson Braafheid: 4,5 – Entrou frio, sem saber onde estava. Conseguiu levar uma bolada na cabeça.
Nigel de Jong: 5,5 – Foi muito bem na marcação, mas tinha que ter sido expulso no primeiro tempo após uma voadora no peito de Xabi Alonso.
Rafael van der Vaart: 4,5 – Não conseguiu ajudar o ataque, ficou perdido no meio e ainda deu condições a Iniesta marcar o gol do título espanhol.
Mark van Bommel: 4,5 – Foi violento? Como de costume, mas quando pensa apenas em desarmar na bola consegue alguma coisa.
Wesley Sneijder: 5,5 – Sumido em campo. Mesmo assim, em um lance isolado, colocou Robben na cara do gol.
Dirk Kuyt: 5,5 – Fez um bom jogo, correu bastante e foi sempre uma boa opção pela esquerda do ataque holandês.
Elijero Elia: 4,5 – Não foi bem utilizado. Mal recebeu a bola pela lateral do campo e não agregou.
Arjen Robben: 5 – Apareceu bastante, chamou o jogo para si, mas perdeu dois gols feitos que impediram o título holandês.
Robin van Persie: 5 – Ficou sumido, escondido entre os zagueiros espanhóis.

ESPANHA
 

Iker Casillas: 6,5 – Salvou a Espanha em dois lances com Robben. Foi seguro em toda a partida.
Sergio Ramos: 6 – Atacou bastante, apesar do aproveitamento não ser dos melhores. Na defesa, a Holanda não conseguiu atacar pelo seu lado.
Gerard Piqué: 5,5 – Mais uma boa partida do técnico zagueiro, que não falhou e ainda complicou Robben em uma das chances claras do holandês.
Carles Puyol: 5,5 – Forte como sempre na marcação, ainda subiu ao ataque em algumas bolas aéreas. No entanto, quase entregou um gol para Robben.
Joan Capdevilla: 6 – Foi a melhor partida do lateral do Villarreal, que atacou muito bem e foi razoável na defesa.
Sergio Busquets: 6,5 – Não parece ter apenas 21 anos. Eficiente na marcação, não erra seus passes curtos e foi fundamental na marcação espanhola.
Xabi Alonso: 5,5 – Ficou um pouco sumido e errou alguns passes, mas na marcação foi bastante eficiente.
Cesc Fábregas: 7,5 – Mudou o jogo. Melhorou a ofensividade da equipe e deu a assistência para Iniesta.
Andrés Iniesta: 8,5 – Entrou para a história das Copas do Mundo. Foi o melhor jogador da partida e, de quebra, se consagrou com o gol do título.
Xavi: 7,5 – Ditou o ritmo de jogo da Espanha, e mesmo recebendo muitas bolas, erra pouquíssimos passes.
Pedro: 6 – Demonstrou grande personalidade, fez um bom primeiro tempo e foi constantemente perigoso pelo lado direito.
Jesús Navas: 6 – Entrou no segundo tempo, correu bastante pela direita e cumpriu seu papel.
David Villa: 7 – Brigou muito, do início ao fim, criou algumas boas oportunidades e só não marcou porque Stekelenburg salvou um chute no segundo tempo.
Fernando Torres: Sem nota – Entrou no intervalo da prorrogação, mas ainda sofreu uma lesão muscular antes do final.

Pós-Jogo: Holanda 0 x 1 Espanha




Aquilo que se vem ensaiando dizer há pelo menos dois anos – desde o brilhante título da UEFA Euro 2008 - agora pode ser proferido sem qualquer resquício de dúvida ou concessões: a Espanha é o melhor time de futebol do mundo. É mais: é de fato a campeã do mundo, o oitavo país na história a conquistar a Copa do Mundo da FIFA.

A final da África do Sul 2010 fez com que o lotado Soccer City de Johanesburgo prendesse a respiração não uma ou duas, mas incontáveis vezes. Noventa minutos não foram o suficiente para decidir qual dos dois, Holanda ou Espanha, se tornaria o mais novo campeão. Na verdade, faltou pouco para que 120 minutos também não o fossem. Apenas um gol de Andrés Iniesta a quatro minutos do final do tempo extra confirmou a superioridade que os espanhóis mostraram ao longo de quase todo o jogo e coroou definitivamente uma geração que pulverizou um tal “estigma das quartas de final” que caracterizava o pais até há pouco.

Quem continua, sim, com um estigma desconfortável é a Holanda, que após 14 vitórias consecutivas entre eliminatórias e Copa do Mundo da FIFA, caiu mais uma vez na partida decisiva, pela terceira vez em sua história, depois das derrotas para Alemanha em 1974 e Argentina em 1978.

O primeiro Mundial em solo africano teve um campeão inédito. O mundo do futebol tem, indiscutível, sua melhor equipe. E, para sempre, um novo integrante para sua elite. Que a Espanha seja bem vinda à galeria!

Pressão que vai e vem

A princípio, era como se a Espanha saísse diretamente do apito final de sua partida diante da Alemanha para o Soccer City. O mesmo domínio que a Fúria exerceu na semifinal apareceu claro e intenso nos primeiros minutos de jogo: logo aos cinco minutos, Sergio Ramos acertou uma cabeçada linda que obrigou Maarten Stekelenburg a uma boa defesa. Em seguida, o mesmo lateral direito invadiu a área e obrigou John Heitinga a afastar na boca do gol. Mais um minuto e era David Villa acertando um voleio na rede pelo lado de fora. Pressão, jogo de uma só equipe, questão de tempo para o gol sair?

Não exatamente. Porque, afinal, o que estava em jogo não era qualquer coisa, mas um titulo mundial. Aliás, não só isso, mas essencialmente o lugar dos dois países na história do futebol. E, com um prêmio desses, é compreensível que quem acabe tomando conta do ambiente seja o nervosismo. Foram 20 faltas ao longo de todo o primeiro tempo, com cinco cartões amarelos. Entre as divididas e disputas acirradas, sobrou uma breve reação holandesa nos últimos minutos, quando a equipe chegou a ameaçar o gol de Iker Casillas, num chute rasteiro de Arjen Robben, já nos descontos da primeira parte.

Veio o segundo tempo e, com ele, uma média aritmética daquilo que aconteceu no primeiro: se, por um lado, o clima seguia tenso – com mais oito cartões amarelos no total, além de um vermelho, chegando ao recorde de dez numa final de Copa do Mundo, superando os seis de 1986 -, por outro também a Espanha dominava a posse de bola e aparentava estar mais perto de marcar. A principal diferença é que o contragolpe da Holanda, o motor da grande campanha recente do país, começou a funcionar.

O exemplo mais claro foi a ocasião em que Robben aproveitou um tremendo buraco na defesa aos 16 minutos, recebeu passe de Wesley Sneijder e apareceu frente a frente com Casillas. O goleiro do Real Madrid esperou até o último minuto para sair e impediu o gol com as pernas. Embora quem tenha passado a criar mais e mais chances tenha sido a Espanha, o recado estava dado.

Nervos e a cartada final

Mesmo as alterações que Bert van Marwijk e Vicente del Bosque fizeram ao longo do segundo tempo tinham menos o risco de tentar mudar demais o jogo do que apenas a reposição de peças por outras similares, mas mais descansadas. Foi assim para a Holanda, com Eljero Elia no lugar de Dirk Kuyt, e também com os espanhóis, que trocaram Pedro por Jesús Navas e Xabi Alonso por Cesc Fàbregas. Até o fim dos 90 minutos, a história foi a mesma, com a Espanha se aproximando perigosamente, como nas chances claras de David Villa aos 24 – salva por Heitinga na frente do gol – e uma cabeçada de Sergio Ramos, livre na pequena área.

Noventa minutos não foram o bastante para destilar tanto nervosismo. Pela sexta vez na história, a final da Copa do Mundo da FIFA precisava da prorrogação. E, então, era como se a partida começasse outra vez. A partida em que a Espanha resolvia controlar o jogo e decidi-lo à sua maneira. Que foi o que quase aconteceu com Andrés Iniesta, livre na cara do gol aos cinco minutos. O meia avançou, demorou a chutar e foi desarmado. Em seguida, Jesús Navas assustou a massa holandesa que ocupou boa parte do Soccer City, com um chute desviado que bateu na rede pelo lado de fora.

Era pressão que já não pararia mais, e que só se intensificou quando Heitinga recebeu seu segundo amarelo aos quatro minutos do segundo tempo. De alguma forma, o gol precisava sair. Foram precisos, no total, 116 minutos, mas enfim a Espanha matadora apareceu. Andrés Iniesta, que tantas vezes tivera chances de invadir a área holandesa sem poder concluir, recebeu um passe perfeito de Fàbregas que não deixava outra opção além da bomba cruzada que bateu Stekelenburg.

Alemanha vence e Uruguai e garante o terceiro lugar (Pós-Jogo: Uruguai 2 x 3 Alemanha)

Marcell Jansen of Germany celebrates scoring his side's second  goal with team mates Thomas Mueller and Cacau

Duas seleções da tradição de Aleanha e Uruguai sabem valorizar a disputa por um lugar no pódio. Ontem, nenhum desses gigantes aliviou, disputando um grande jogo apesar da decepção da eliminação da disputa pelo título e mesmo debaixo de forte chuva em Port Elizabeth. No fim, com duas viradas no placar, a Alemanha levou a melhor, vencendo por 3 a 2.

Com o placar, a renovada Nationalelf fechou o torneio de cabeça erguida e com o orgulho de ter o melhor ataque até aqui. O time chegou a 16 gols na Copa do Mundo, liderando a tabela de gols do Mundial com vantagem de quatro gols para a Holanda e cinco para a própria Celeste.

Apesar o segundo revés seguido, a Celeste também não deve se abalar com este desfecho, já que conseguiu sua melhor campanha em 40 anos, repetindo o quarto lugar obtido no México 1970.

O confronto colocou ainda mais dois atacantes empatados na artilharia da Copa, com o ingresso de Diego Forlán e Thomas Müller, ao lado do espanhol David Villa e do holandês Wesley Sneijder, que têm ainda mais um jogo para fazer em solo sul-africano, neste domingo, na decisão no Soccer City de Johanesburgo.

A Alemanha entrou com quatro novidades em relação ao time-base que apresentou durante a competição. No gol, Jörg Butt entrou no lugar de Manuel Neuer. O capitão Philipp Lahm foi substituído por Dennis Aogo. Na frente, Lukas Podolski e Miroslav Klose ficaram sem condições de jogo, dando vaga para Marcell Jansen e Cacau. Ao não entrar em campo, devido a dores lombares, Klose acabou ficando a um gol do recorde histórico de Ronaldo na história da Copa do Mundo.

Apesar da queda em termos de notoriedade e talento, os germânicos mostraram que têm um sistema de jogo que empurra suas peças com eficiência. Diante dos uruguaios, o time pode não ter sido implacável do modo como atuou diante de Inglaterra e Argentina, nas primeiras duas rodadas dos mata-matas, mas teve uma exibição muito superior à da derrota para a Espanha, na semi.

Seu ataque chegou em peso à área adversária durante o primeiro tempo, quando seus meio-campistas encostavam os homens de frente com fortes arranques e sempre muito bem posicionados. Mas seu primeiro gol saiu por outros meios. Bastien Schweinsteiger soltou uma bomba do meio da rua, e Fernando Muslera teve dificuldades para fazer a defesa. No rebote, Müller, que acompanhou todo o lance, apareceu para arrematar com classe, de chapa, no canto esquerdo, aos 19 minutos.

Do outro lado, o time sul-americano também fez uma boa apresentação, desfrutando do ótimo entrosamento que seu trio ofensivo ganhou durante o torneio. Forlán, Luis Suárez e Edinson Cavani levaram muito perigo quando desciam no contra-ataque. Foi o que aconteceu aos 28 minutos, quando o valente Diego Pérez fez um desarme preciso contra Schweinsteiger na linha do meio-campo. Ele reagiu rapidamente, passando para Suárez. O centroavante controlou a bola e esperou pela passagem de Cavani, dando um passe na medida. O atacante dominou e tocou na saída de Butt.

Para o segundo tempo, a Celeste voltou mais adiantada, ocupando mais espaços no campo de ataque, passando a incomodar com frequência a meta alemã. Suárez e Forlán tiveram suas chances, até o talento do craque do Atlético de Madri fazer a diferença, aos 6 minutos da etapa final. Ele recebeu cruzamento de Arevalo Ríos, se ajeitou com oportunismo e bateu de voleio, para o chão. A bola quicou e entrou no canto esquerdo, na virada sul-americana.

A partir daí, porém, gradativamente o jogo passou a pender para a Alemanha, que reteve mais posse de bola e acabou marcando dois gols em bolas aéreas. O primeiro veio com Jansen, até meio sem jeito. Um cruzamento de Eric Boateng da direita, de longe, encontrou o meia bem posicionado para cabecear, aproveitando-se da saída desajeitada de Muslera, aos 11 minutos.

O gol da virada saiu a oito minutos do fim, em cobrança de escanteio. Mesut Özil cobrou escanteio da esquerda. Após confusão na área, a bola sobrou para o volante Khedira encobrir Muslera com a cabeça.

A emoção na partida durou até o fim, aos dois minutos de acréscimo, quando Forlán acertou o travessão em uma cobrança de falta próxima à área. Ele acertou um chute firme, por cima da barreira. A bola explodiu na trave no ângulo direito e foi para fora.

No final, os alemães garantiram o terceiro lugar e os Uruguaios o quarto. Mas não tem como dizer que esta foi uma grande partida,contrariando muita gente que dizia que as duas seleções fariam um jogo amistoso.

NOTAS

URUGUAI

Fernando Muslera: 4 – Comprometeu o resultado da equipe ao falhar em dois gols da Alemanha. Jorge Fucile: 5,5 – Bem na marcação, fez diversas antecipações. Diego Godín: 5 – Fez a marcação, sem se destacar e sem comprometer. Diego Lugano: 4,5 – Falhou no terceiro gol da Alemanha. Martín Cáceres: 4,5 – No seu lado, Boateng fez sua melhor partida na Copa e Müller foi um destaque. Maximiliano Pereira: 5 – Esforçado, correu bastante. E só. Diego Pérez: 5,5 – Batalhador, marcou bem no meio campo e tomou a bola no primeiro gol. Walter Gargano: 5 – Entrou só para marcar, foi o que fez. Egidio Arévalo Ríos: 5,5 – Fez uma boa jogada no segundo gol uruguaio e fez seu trabalho na marcação. Edinson Cavani: 6 – Marcou o seu gol e se movimentou bem no ataque. Sebastián Abreu: Sem nota – Entrou apenas nos últimos minutos. Diego Forlán: 6,5 – Marcou o seu quinto gol na Copa e foi mais uma vez o destaque da equipe. Luis Suárez: 6 – Fez boas jogadas e participou dos dois gols uruguaios, mas perdeu ao menos duas chances.

ALEMANHA

Hans-Jörg Butt: 5,5 – Fez boas defesas quando exigido e não teve culpa os dois gols do Uruguai. Jérôme Boateng: 5,5 – Fez sua melhor partida na Copa como lateral direito, bem na marcação e chegando ao ataque. Arne Friedrich: 5,5 – Mais uma vez bem na marcação, fez desarmes e foi seguro. Per Mertesacker: 5 – Foi seguro, fez seu trabalho de marcação. Dennis Aogo: 5 – Pouco apareceu no ataque, guardou posição como lateral esquerdo. Sami Khedira: 6 – Mais uma ótima partida no meio-campo, tanto na marcação quanto aparecendo na frente. Bastian Schweinsteiger: 5 – Falhou no primeiro gol uruguaio, mas se aplicou na marcação e tentou sair para o jogo. Thomas Müller: 6,5 – Foi o homem mais efetivo do ataque. As jogadas que passaram por ele foram as mais perigosas da Alemanha. Mesut Özil: 5,5 – Sua capacidade de passa fez diferença quando a Alemanha trabalhou a bola, especialmente no segundo tempo. Sedar Tasci: Sem conta – Entrou apenas nos acréscimos. Marcell Jansen: 5 – Marcou um gol, mas deu menos movimentação e poder de ataque ao substituir Podolski. Toni Kroos: 5 – Entrou pelo lado esquerdo, mas não conseguiu mostrar muito. Cacau: 5 – É veloz, mas como referência, não conseguiu criar muito perigo. Stefan Kiessling: 5 – Entrou e perdeu uma ótima chance de marcar, mas criou perigo no ataque.

sábado, 10 de julho de 2010

Pré-Jogo: Holanda vs Espanha

Netherlands' midfielder Wesley Sneijder and (at R) Spain's striker  David Villa, both celebrating after scoring

Laranja ou vermelho. Em breve, o mundo saberá qual cor será a tendência das próximas estações do planeta bola. Em outras palavras, Holanda e Espanha, as duas seleções que encantaram os torcedores durante a Copa do Mundo, decidem neste domingo, no Estádio Soccer City, quem será a força suprema da nova ordem do futebol mundial.

Encerrado o torneio, teremos um campeão inédito, que se juntará a Uruguai, Itália, França, Brasil, Alemanha, Inglaterra e Argentina no seleto grupo de países que já ergueram a cobiçada taça pelo menos uma vez.

O jogo

Holanda x Espanha, final, Johanesburgo (Estádio Soccer City), domingo, 11 de julho, 15h30

A balança não poderia estar mais equilibrada. O histórico deste confronto revela um empate técnico entre as duas seleções, que se enfrentaram nove vezes, com quatro vitórias para cada lado.

A Furia disputará a primeira final de Copa do Mundo da sua história, um feito alcançado pela mesma geração que em 2008 acabou com o jejum de títulos que já durava 44 anos ao conquistar a Eurocopa. A Laranja Mecânica, por sua vez, terá a terceira tentativa de se consagrar, após ter perdido as decisões de 1974 e 1978 para dois anfitriões, Alemanha e Argentina respectivamente.

A Holanda chega ao último jogo com uma campanha irrepreensível. Venceu as seis partidas que disputou, marcando 12 gols e sofrendo 5. Já a Espanha estreou com derrota, mas desde então somou cinco vitórias consecutivas, tendo balançado bem menos as redes, apenas sete vezes, mas com uma defesa muito mais sólida, que só foi vazada em duas ocasiões.

Além disso, o vencedor do confronto conseguirá romper uma "maldição" de 80 anos ao conquistar o primeiro título de uma seleção europeia fora do Velho Continente.

O duelo Wesley Sneijder (NED) x David Villa (ESP)

Artilheiros da Copa e candidatos à Bola e Chuteira de Ouro do torneio, Sneijder e Villa farão um duelo à parte, que vai além da disputa pelo título mundial. Foi dos pés de ambos que saiu a maioria dos gols que pavimentaram o caminho das suas seleções até esta final inédita. Conseguirá algum deles levar três troféus para casa?

O número 8 — Esta será a oitava final 100% europeia da história da Copa do Mundo. As 14 decisões realizadas desde 1954 tiveram sempre pelo menos um representante do continente, em um total de 16 finais em que isso aconteceu. Apenas duas vezes a partida decisiva foi disputada apenas por seleções sul-americanas, enquanto que nas nove restantes um país da Europa e outro da América do Sul mediram forças.

O que eles disseram "Não acho que David Villa seja o jogador mais perigoso da Espanha. Os que devem ser acompanhados de perto são Xavi e Iniesta. São eles que determinam o jogo e garantem que as bolas cheguem a Villa. Não podemos permitir que joguem, que tenham liberdade. Precisamos marcá-los muito bem, porque se lhes dermos o menor espaço que seja, teremos problemas." Arjen Robben, atacante da Holanda

"Não acredito que a Holanda jogará fechada. Tem jogadores rápidos e em grande fase, será como nós, fiel ao próprio estilo. Conheço Robben, é veloz, potente e forte. O chute que costuma dar de fora da área me preocupa, mas temos que tentar marcá-lo. A Holanda, porém, não é apenas Robben. Eles são fortes na defesa e no meio-campo. Sneijder e Kuyt são igualmente perigosos." Iker Casillas, goleiro da Espanha

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Espanha vence Alemanha e chega a final histórica

Carles Puyol of Spain (C) celebrates with teammates after scoring  the opening goal during the 2010 FIFA World Cup South Africa Semi Final  match between Germany and Spain

Com o envolvente toque de bola de volta na semifinal contra a Alemanha, a Espanha acabou chegando à vitória em uma jogada pouco comum: a bola aérea. Depois de passar todo o jogo pressionando quase dentro da área do rival, a equipe de Vicente Del Bosque construiu o histórico triunfo por 1 a 0 com uma cabeçada potente de Carles Puyol, que apenas confirmou o grande domínio na partida realizada em Durban.

Com o resultado, a Espanha garantiu a vaga na final da Copa do Mundo e vai disputar o título com a Holanda, no domingo, em Johanesburgo, no Estádio Soccer City. No primeiro Mundial no continente africano, a certeza é de que haverá um campeão inédito, o oitavo da história da competição.

No duelo que poderia servir como revanche da final da Euro 2008 para os alemães, foram os espanhóis que acabaram repetindo a história, com uma partida novamente impecável sobretudo no meio-campo. Sem contar com Thomas Müller, a Alemanha perdeu muito de sua força ofensiva, e o ataque mais eficiente da competição até então, com 13 gols, acabou não funcionando.

Para a Alemanha, que disputava sua 11ª semifinal, o filme de 2006 se repete: depois de grande campanha nas fases anteriores, com goleadas sobre Inglaterra e Argentina, a tricampeã parou na semi e agora vai tentar igualar a campanha de quatro anos atrás no duelo com o Uruguai, no sábado.

Vitória indiscutível da Espanha, com o seu futebol rápido, brilhante e eficaz. Porém, gostaria de perguntar ao Sr. Joachim Low e aos seus jogadores o que aconteceu neste jogo. Onde esteve a espectacular Alemanha que deu show ante a Inglaterra e a Argentina? Pareciam que estavam num jogo da fase de grupos onde o empate serviria para seguir em frente. Enfim... Quero destacar, a grande partida que Iniesta e Xavi fizeram, os dois melhores jogadores em campo. NOTAS

ALEMANHA

Manuel Neuer: 5 - Fez partida normal, e ainda apareceu bem num chute de Pedro. Não pode ser culpado pela derrota. Philipp Lahm: 5 - Não conseguiu se impor com seus avanços. Poderia ter aparecido mais. Arne Friedrich: 5,5 - Atuou muito bem, com desarmes sempre precisos. Só poderia ter aparecido melhor no lance do gol. Per Mertesacker: 5,5 - Foi um belo parceiro para Friedrich. Também manteve um alto nível na zaga alemã. Jérôme Boateng: 4,5 - Foi ligeiramente inseguro. Deixou espaços que Sergio Ramos aproveitava pela direita. Marcell Jansen: 5,5 - Melhorou a situação da marcação pela esquerda, com discrição. Sami Khedira: 5 - Médio. Não conseguiu ajudar tanto a armação, nem fez desarmes exatos, duas coisas que havia conseguido contra a Argentina. Mario Gomez: Sem nota - Com poucos minutos em campo, não melhorou muito a situação do ataque. Bastian Schweinsteiger: 4,5 - Atuação decepcionante, para um dos melhores da Copa. Não conseguiu ser o armador cerebral que vinha sendo, pois ficou sobrecarregado. Piotr Trochowski: 4,5 - Não conseguiu substituir Thomas Müller à altura. Toni Kroos: 5,5 - Movimentou um pouco mais o meio-campo, e quase conseguiu um gol. Mesut Özil: 4,5 - Pouco apareceu em campo. Sua atuação opaca foi uma das causas do isolamento do ataque. Lukas Podolski: 5,5 - Fez o que podia no ataque, voltando para buscar a bola e se movendo mais. Miroslav Klose: 5 - Atuação discreta. Sem receber tantas bolas para finalização, raramente conseguiu aparecer.

ESPANHA

Iker Casillas: 5,5 - Sempre que a Espanha precisou dele, como no chute de Toni Kroos, apareceu bem. Seguro em campo. Sergio Ramos: 5 - Foi constante opção de ataque. Mas não conseguiu ser tão decisivo. Gerard Piqué: 5 - Discreto, fez seu papel. Cometeu alguns erros, mas nada que não tenha conseguido corrigir sozinho. Carles Puyol: 5,5 - Não vinha tendo tanto trabalho. Mas tinha a dedicação de sempre. E foi ela que lhe rendeu a subida ao ataque e o gol decisivo. Joan Capdevila: 5,5 - Sua subida também foi bastante utilizada, mas com a diferença de que tentou mais cruzamentos. Sergio Busquets: 5 - Talvez, o mais discreto espanhol no jogo. Preferiu apenas se concentrar na marcação. E o fez bem. Xabi Alonso: 5,5 - Não só ajudava na marcação, mas subia ao ataque. E seus chutes de fora da área sempre foram um trunfo espanhol. Carlos Marchena: Sem nota - Pisou em campo, e o jogo acabou em segundos. Mal tocou na bola. Andrés Iniesta: 6,5 - Sua ascensão na Copa tem sido constante. Já é o centro do meio-campo, cuidando de boa parte da armação das jogadas, com rapidez e inteligência. Xavi Hernández: 6,5 - Teve bastante rapidez na criação. Um dos melhores jogadores espanhóis em campo. Justifica sua titularidade. Pedro Rodríguez: 6 - Fez bem seu papel na maior parte do jogo, ao dar maior mobilidade ao time. Mas desperdiçou grande chance, no fim do jogo. David Silva: Sem nota - Não teve tempo para conseguir protagonizar boas jogadas no ataque. David Villa: 5,5 - Não foi tão decisivo quanto nas partidas anteriores, mas merece atenção permanente, já que sempre pode definir. Fernando Torres: 5 - Foi utilizado algumas vezes, e quase conseguiu um gol.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Holanda está de volta à final do Mundial

Arjen Robben of the Netherlands celebrates scoring the third goal  as Diego Perez of Uruguay (R) stands dejected
A Holanda da África do Sul 2010 pode não ser “Laranja Mecânica”, não dominar seus jogos de cabo a rabo e não necessariamente é encantadora. Mas uma coisa está mais do que clara: é um time que vence. Só vence. Os holandeses viram o placar empatado durante boa parte da partida desta terça-feira diante do Uruguai até que, em três minutos, decretou sua vitória. Wesley Sneijder e Arjen Robben desfizeram o empate em 1 a 1 entre os 25 e os 28 minutos do segundo tempo e abriram caminho para uma vitória por 3 a 2 que leva o país à terceira final de Copa do Mundo de sua história, primeira desde a equipe que marcou época com os vice-campeonatos na Alemanha 1974 e na Argentina 1978. São incontáveis os números que mostram a efetividade da equipe de Bert van Marwijk, começando pelo recorde de 14 vitórias consecutivas entre eliminatórias (que o time passou com 100% de aproveitamento) e a Copa. Desde que o formato do Mundial exige que se joguem seis partidas para chegar à final, apenas o Brasil de 2002 havia chegado à decisão apenas com triunfos. A Holanda chegará à decisão do dia 11 de julho, no Soccer City, numa sequência invicta de 25 jogos. Agora falemos um pouco da seleção uruguaia, uma seleção aguerrida, raçuda e que não desiste nunca. Mostrou um futebol extremamente eficaz. Eu particularmente torci muito para a seleção uruguai por gostar muito do Loco Abreu e do Lugano, mas infelizmente a força individual da seleção holandesa e isto acabou decidindo o jogo. NOTAS

URUGUAI

Fernando Muslera: 5 – Não teve culpa nos gols, mas levou três. Maximiliano Pereira: 5,5 – No fim, marcou o gol que fez o Uruguai pressionar nos acréscimos. Diego Godín: 5 – Estava bastante seguro, mas errou na marcação de Robben no terceiro gol holandês. Mauricio Victorino: 5,5 – Ajudou bastante o setor defensivo da equipe, mostrou segurança. Martín Cáceres: 4,5 – Começou a partida de forma muita atabalhoada e não evoluiu muito durante o jogo. Diego Pérez: 5 – Não comprometeu. Egidio Arévalo: 6 – Ótima marcação no meio de campo, sempre com muita rapidez. Walter Gargano: 6 – Um carrapato. Não parou de correr um segundo e marcou muito bem. Álvaro Pereira: 5,5 – Fez um bom jogo e criou boas oportunidades no ataque. Diego Forlán: 6,5 – Marcou um belo gol no primeiro tempo e, enquanto esteve inteiro, foi sempre muito perigoso. Edinson Cavani: 6 – Fez uma partida boa, com muita movimentação e boa atuação ao lado de Forlán. Sebastián Abreu: 5 – Entrou no fim do jogo e não conseguiu pegar muito na Jabulani. Sebastián Fernández: Sem nota – Muito pouco tempo em campo.

HOLANDA

Maarten Stekelenburg: 4,5 – Falhou no primeiro gol uruguaio. Khalid Boulahrouz: 5 – Um pouco perdido. Raramente apoiava. John Heitinga: 5,5 – Deu conta do recado, quando exigido. Joris Mathijsen: 5,5 – Foi seguro e não comprometeu. Giovanni van Bronckhorst: 5,5 – Fez um golaço e ajudou no setor defensivo como conseguiu. Demy de Zeeuw: 5 – Não comprometeu no primeiro tempo, mas saiu no intervalo. Mark van Bommel: 4,5 – Fez o que sabe fazer de melhor: bateu. Wesley Sneijder: 6,5 – Marcou o gol que mudou a história do jogo. Além disso, nada fez. Arjen Robben: 6,5 – Fez o terceiro gol holandês, mas errou diversas jogadas. Não estava em dia tão inspirado. Dirk Kuyt: 5,5 – Como sempre, correu muito e mostrou muita dedicação. Tecnicamente, porém, não foi bem. Robin van Persie: 5 – Apagado no jogo. Rafael van der Vaart: 5 – Teve uma boa chance de marcar, mas não fez. Eljero Elia: Sem nota – Entrou aos 44 minutos do segundo tempo.

sábado, 3 de julho de 2010

Villa, o cara

David Villa of Spain celebrates after he scores his side's first  goal with team mate Francesc Fabregas

Todo artilheiro precisa de frieza, faro de gol, um pouco de sorte e, não menos importante, persistência. David Villa pode bem dizer isso. Neste sábado, em Johanesburgo, o atacante estava no lugar certo para decidir a classificação inédita da Espanha para a semifinal da Copa do Mundo.

Em um confronto equilibrado no estádio Ellis Park, com dois pênaltis desperdiçados em sequência, foi o matador quem tratou de resolver, mais uma vez, a vida dos atuais campeões europeus. Em bate-rebate na área após chute de Pedro na trave direita de Villar, ele ficou com o rebote em seus pés e chutou no canto direito. A bola voltou a bater na trave, mas dessa vez entrou. Foi seu quinto gol no Mundial, para se isolar na artilharia.

Se os espanhóis possuíam o time mais técnico, claramente, os paraguaios se apresentaram com aplicação tática, destreza defensiva e contra-ataques perigosos. A equipe até que teve boas jogadas que poderiam mudar a partida, mas ficou clara a falta do craque, do jogador que recebe a bola e decide, com ajuda deste fator a Fúria aproveitou-se da qualidade de seus jogadores e decidiu a partida.

Alemanha massacra Argentina e parte rumo ao tetra

Arne Friedrich of Germany (2L) celebrates scoring the third goal  with teammates Miroslav Klose (L), Thomas Mueller (2R) and Per  Mertesacker

Ainda falta um longo caminho para a Alemanha buscar seu quarto título mundial na África do Sul 2010, mas não há como não se impressionar com o desempenho da equipe de Joachim Löw na Copa do Mundo até aqui. Depois de terem eliminado a Inglaterra numa goleada por 4 a 1 nas oitavas de final, os alemães tiveram pela frente mais um adversário de peso neste sábado e foram igualmente convincentes. Thomas Müller abriu o caminho logo no início e, no segundo tempo, Miroslav Klose marcou duas vezes – para chegar a seu 14º gol em Mundiais, um a menos do que o recordista Ronaldo - e Arne Friedrich fecharam uma vitória histórica por 4 a 0, que coloca os alemães em sua terceira semifinal seguida de Copa do Mundo.

Se há algo a se lamentar de resultado tão histórico foi o segundo cartão amarelo para Müller. O meia, que, assim como Klose, se juntou à longa lista de artilheiros da Copa, não disputará a partida da quarta-feira, dia 7, em Durban, diante do ganhador da disputa de hoje entre Espanha e Paraguai. Quanto a Argentina basta o consolamento, nuestros hermanos apenas assistiram o show da seleção alemã, que realmente jogaram muita bola. A equipe já entrou nervosa desde o princípio da partida, razão pela qual tomou um gol logo no início. Don Diego nada pode fazer, via constantes erros de sua seleção com isso olhava para o banco e via que não tinha ninguém para resolver. O craque Messi, nada fez. O artilheiro Higuaín, nem chutou direito pro gol. O decisivo Tévez, não decidiu nada. No final, vitória merecidissíma para a jovem equipe alemã.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Júlio, choramos com você!

Coloco abaixo o vídeo da entrevista de Júlio César na zona mista após a eliminação brasileira. Júlio, você tem mesmo que sair de cabeça erguida, pois tenho certeza que deu o melhor de si! Agora é erguer a cabeça, treinar, e esperar que venha 2014, onde novamente estaremos juntos, torcendo pelo nosso Pais! Parabens Júlio, pela força! Sempre lembrando: Vencedor não é aquele que sempre ganha, mas aquele que nunca deixa de lutar! FORÇA JÚLIO! FORÇA BRASIL!

Fica pra 2014...

Hoje tivemos jogo da nossa querida seleção brasileira, todos nós esperávamos uma boa vitória de nossa seleção, mas infelizmente isto não aconteceu. Perdemos.Mas perdemos de uma forma chata, vendo até um grande jogador brasileiro e mundial desmerecer os guerreiros deste time . Bem,mas vamos falar sobre o jogo. Entre uma fase de grupos em que se classificou com uma rodada de antecedência e uma partida de oitavas de final que decidiu cedo, diante do Chile, a Seleção Brasileira ainda não havia passado por momentos de pressão na África do Sul. Não até as quartas de final diante da Holanda. Ou, mais especificamente, até o segundo tempo. E, quando enfrentou a situação adversa, o Brasil o fez por uma única e derradeira vez. Depois de jogar um primeiro tempo que provavelmente está entre seus melhores 45 minutos de futebol na Copa do Mundo e em que abriu vantagem de um gol com Robinho – e que poderia ter sido até mais -, a equipe brasileira sucumbiu. Não foi com a velocidade de seu ataque, mas sim pelo alto, que os holandeses viraram o jogo em Port Elizabeth. Felipe Melo marcou um gol contra aos sete minutos do segundo tempo e Wesley Sneijder, de cabeça, decretou o 2 a 1 que eliminou o time de Dunga na mesma fase em que o pais caíra na Alemanha em 2006. Mas por que nossa seleção perdeu ? Não é por causa de Dunga, Felipe Melo, Júlio César. Não é por causa da Jabulani ou por causa da vuvuzelas. A culpa é da seleção holandesa, que não abateu-se ao levar o primeiro gol e aproveitou o abatimento brasileiro depois de tomar o gol de empate. É... Infelizmente perdemos perdemos, mas ainda somos o país do futebol, e 2014 a copa é nossa e vamos chorar, sim mas de felicidade. Parabéns! A todos os jogadores e pela comissão técnica,vocês são todos guerreiros ! NOTAS

HOLANDA

Maarten Stekelenburg: 6 – Partida segura, sem erros e ainda fez grandes defesas no jogo inteiro. Gregory van der Wiel: 4,5 – Pelo seu lado não conseguiu marcar Robinho e Michel Bastos e ainda levou um amarelo que o deixa fora da semifinal. John Heitinga: 5,5 – Tranquilo, teve uma atuação razoável e ganhou a maioria das bolas pelo alto. Andre Ooijer: 5,5 – Foi escalado no aquecimento e fez um bom jogo – com exceção de uma pixotada mal aproveitada por Kaká. Giovanni van Bronckhorst: 5 – Ocupou bem seu lado do campo e fez uma partida normal. Nigel de Jong: 6 – Melhor marcador da Holanda no meio campo. Levou o amarelo e está fora da semifinal. Mark van Bommel: 5 – Perdeu muitas bolas no meio e estava bem nervoso no começo da partida. Wesley Sneijder: 8 – Foi o nome do jogo. Apesar de um primeiro tempo apagado, no segundo brilhou: cruzou a bola no lance do primeiro gol e marcou de cabeça o segundo. Arjen Robben: 7 – Foi caçado pelos brasileiros em campo, mas não fugiu da partida em momento algum. Participou da jogada no primeiro gol e cobrou o escanteio no gol de Sneijder. Dirk Kuyt: 6 – Boa atuação. Deu trabalho aos zagueiros brasileiros e criou algumas boas chances. Robin van Persie: 5,5 – Quis bater todas as faltas, e mandou todas para fora. Fez um jogo apenas razoável. Klaas-Jan Huntelaar: Sem nota – Entrou aos 39 minutos do segundo tempo.

BRASIL

Júlio César: 4,5 – Fez seu pior jogo na Copa. Falhou feio no lance do primeiro gol holandês, que abriu o caminho para a virada. Maicon: 5 – Na defesa, mais uma vez, foi eficiente, mas no ataque não teve a mesma atuação das outras partidas. Lúcio: 5 – Voltou a ser estabanado em algumas jogadas, mas no geral não teve uma atuação ruim. Juan: 6 – Foi muito bem nos desarmes e mostrou a técnica de sempre em diversas jogadas. Michel Bastos: 5,5 – Fez um bom jogo. Marcou com segurança e teve boas aparições no ataque. Foi substituído no segundo tempo porque já tinha um cartão amarelo. Gilberto: 5 – Entrou para compor o lado esquerdo. Não atacou e também não fez nada demais na defesa. Gilberto Silva: 5,5 – Foi forte na marcação e errou poucos passes. Felipe Melo: 3 – Fez um ótimo primeiro tempo e deu a assistência para o gol de Robinho. No segundo tempo, porém, voltou a ser o jogador medíocre de sempre. No gol contra, a falha maior foi de Júlio César, mas depois foi expulso de maneira lamentável. Daniel Alves: 5 – Se apresentou muito, chamou o jogo, mas não aproveitou as chances criadas. Kaká: 5,5 – O meia brasileiro até que apareceu bastante e deu bons chutes, só que dele sempre se espera muito mais. Robinho: 5,5 – Marcou o gol brasileiro, mas no segundo tempo não apareceu para jogar. Luís Fabiano: 4,5 – Ficou apagado em toda partida, preso entre os zagueiros holandeses. Nilmar: 5 – Entrou no lugar de Luís Fabiano, mas não acrescentou qualquer coisa à partida.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Um Papo Especial

O jornalista Paulo Cobos, enviado da Folha de São Paulo à África do Sul, participou hoje, às 15h, de bate-papo sobre o confronto entre Brasil e Holanda, na sexta-feira, que abre as quartas de final da Copa-2010. Paulo Cobos está na Folha desde 1997. Cobriu as Copas de 2002, na Coreia do Sul e Japão, e 2006, na Alemanha, e acompanha o dia-dia da seleção brasileira desde 2003. Antes, cobria os jogos do tenista Gustavo Kuerten no circuito da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais). Eu mandei várias perguntas e ele respondeu quatro delas que coloco abaixo. Eu:A defesa holandesa é tecnicamente fraca isto poderá deixar a partida mais fácil para a seleção brasileira? Paulo Cobos: Sim concordo. No mano a mano, Luis Fabiano e Robinho devem levar vantagem.
Eu:O Júlio César vem sentindo dores nas costas,isto pode prejudicar o Brasil?
Paulo Cobos:Não creio que essas dores tenham influência no seu desempenho.
Eu:Com a eliminação da seleção local,os sul-africanos torcem para Gana (única seleção africana que continua na Copa) ou torcem para outras seleções?
Paulo Cobos: Sim. Os sul-africanos têm orgulho de uma seleção do continente continuar na Copa. Agora, caso Gana seja eliminada, não tenha dúvidas que o Brasil passará a ser o time preferido.
Eu:Nas últimas semanas,ex-jogadores holandeses que foram eliminados pelo Brasil em Copas anteriores disseram que queriam vingança.Isto pode motivar de que forma as duas seleções?
Paulo Cobos: No futebol atual, qualquer coisinha vira motivo de incentivo. Na minha opinião, tudo isso é bobagem. Ninguém no Brasil vai jogar mais porque o tal do Cocu falou alguma coisa.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Holanda não é bicho de sete-cabeças

Hoje tivemos dois confrontos pela fase de oitavas-de-final da Copa do Mundo. Os dois foram: Holanda 2 x 1 Eslováquia e Brasil 3 x 0 Chile. Com estes resultados foi decretado que teremos um grande clássico nas quartas-de-final: Brasil vs Holanda. Sem dúvida esta será uma grande partida, pois as duas equipes são muito boas e os jogadores excelentes. A imprensa brasileira está praticamente toda dizendo que a Holanda pode/vai ganhar do Brasil, mas não acredito nisso. A Holanda é um time muito rápido e ofensivo. Um time que eu veria com grandes chances de bater a Laranja Mecânica "versão 2010" seria exatamente nossa Seleção Brasileira, que tem uma boa defesa (que neutralizaria o ponto forte holandês) e um bom ataque (que faria a festa em cima de Ooijer e Heitinga). Por isso, torcedor brasileiro acalme-se a Holanda é uma grande seleção, mas não é perfeita. Suas falhas coincidem com pontos fortes do Brasil e sua maior caracteristíca que é o ataque poderia ser bem neutralizado pela excelente defesa brasileira. Por isso, aposto em vitória brasileira.

Notas:Brasil 3 x 0 Chile

BRASIL Júlio César: 5 – Não foi exigido, então não teve nem como fazer grandes defesas. Maicon: 5,5 – Quando apareceu no ataque, foi eficiente. Na defesa, pouco falhou. Lúcio: 6 – Seguro como sempre e menos atabalhoado. E desta vez evitou dar arrancadas loucas para o ataque. Juan: 6,5 – Marcou um gol e foi perfeito na marcação. É o melhor zagueiro brasileiro. Michel Bastos: 5,5 – Ainda errou bastante, mas fez seu melhor jogo neste Mundial. Precisa ter um pouco mais de confiança. Gilberto Silva: 5,5 – Mais uma atuação razoável para entrar na lista do experiente volante. Daniel Alves: 6 – Desta vez apareceu mais para o jogo. Não foi espetacular, mas criou algumas boas jogadas e tabelas. Ramires: 7 – Pena que recebeu o cartão amarelo e está fora da partida contra a Holanda. Foi o melhor brasileiro em campo e fez uma linda jogada no terceiro gol. Kaká: 6 – Deu sua terceira assistência na Copa do Mundo, muitas arrancadas e aos poucos tem evoluído bastante. Kléberson: 5,5 – Entrou aos 35 minutos do segundo tempo, mas conseguiu ainda criar pelo menos uma boa jogada pela direita. Já não pode mais ser chamado de turista. Luís Fabiano: 6 – Fez um bom jogo, anotou um gol, mas ainda perde a cabeça em qualquer jogada mais ríspida. Nilmar: 5 – Entrou aos 30 minutos do segundo tempo e pouco fez. Robinho: 6,5 – Como sempre, tem chamado a responsabilidade. Tentou várias jogadas no ataque e conseguiu marcar seu primeiro gol em Copas. Gilberto: Sem nota – Entrou aos 39 minutos do segundo tempo. CHILE Claudio Bravo: 4,5 – Falha muito, principalmente nas saídas de bola. Mauricio Isla: 5 – Não apareceu no ataque como de costume, mas na defesa também não teve qualquer trabalho com Michel Bastos. Rodrigo Millar: 5 – Entrou no começo do segundo tempo para compor melhor o meio campo, mas não adiantou muito. Pablo Contreras: 4,5 – Não esteve seguro e acabou saindo no intervalo. Rodrigo Tello: 4,5 – Entrou no intervalo para melhorar a armação da equipe, mas ficou perdido no meio com a boa atuação brasileira. Ismael Fuentes: 4,5 – Ficou perdido com o toque de bola do ataque brasileiro e não conseguiu exercer a marcação. Arturo Vidal: 5 – Um dos poucos jogadores criativos da defesa. Chegou a apoiar o ataque razoavelmente. Gonzalo Jara: 4,5 – Foi escalado para marcar Robinho. Não conseguiu. Carlos Carmona: 5 – Bom volante, marcado incessante. Mas sozinho não conseguiu muita coisa no meio. Jean Beausejour: 5,5 – Começou mal escalado, compondo o meio campo. No segundo tempo voltou a ser liberado pela esquerda e fez mais um bom jogo. Alexis Sánchez: 5,5 – Muito habilidoso, ganhou boa parte das jogadas com Michel Bastos. Mark González: 4 – Era para ser uma boa opção pela esquerda com Beausejour. Saiu no intervalo porque entrou em campo apenas na teoria. Jorge Valdívia: 5 – Entrou no intervalo e conseguiu criar algumas jogadas, mas foi bem marcado também. Humberto Suazo: 5,5 – Tentou muito, brigou o tempo todo. E conseguiu pelo menos dois chutes perigosos.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Brasil sentiu falta de Elano

Brasil e Portugal se enfrentaram nesta manhã. Foi um jogo chato, tanto é que acabou empatado em 0 a 0,resultado que classifica as duas equipes para a fase de oitavas-de-final. Tanto brasileiros quanto portugueses entraram em campo com mudanças com relação às equipes escaladas para as duas primeiras rodadas. Como já era esperado, o técnico Dunga colocou Júlio Baptista no lugar de Kaká, suspenso por causa do cartão vermelho diante da Costa do Marfim, e Daniel Alves na vaga de Elano, ainda se recuperando de uma pancada na perna direita. A única surpresa foi a ausência de Robinho, que deu lugar a Nilmar. Então, como citado acima Elano não jogou por estar contundido,ausência que foi sentida pela seleção.Pois sem o meia a equipe não conseguia armar bem as jogadas. Daniel Alves, seu substituto tentava avançar pela direita com Maicon, mas a defesa portuguesa anulou bem aquele lado.Com isso o Brasil teve muitas dfiiculdades para avançar, alternativa encontrada pelo time foram chutes de longa distância, que não funcionaram. O jogador que poderia substituir Elano, era Paulo Henrique Ganso que provavelmente faria bem a função de Elano, até com um pouco mais de classe, infelizmente não foi convocado por Dunga.Agora, pode-se dizer que Dunga pagou o pato.

Notas:Portugal 0 x 0 Brasil

PORTUGAL Eduardo: 5,5 – Não foi exigido, mas na única chance do Brasil fez grande defesa em chute de Nilmar. Ricardo Costa: 5 – Não atacou, mas não perdeu uma para Michel Bastos. Ricardo Carvalho: 5 – Trombou em uma jogada com o Ricardo Costa, mas no geral teve uma atuação tranqüila. Bruno Alves: 5 – Análise similar a de seu companheiro na zaga. Fábio Coentrão: 6 – Fez um grande primeiro tempo, atacando muito. Na segunda etapa caiu de produção. Pepe: 4 – Fez, basicamente, tudo que o Felipe Melo fez. A diferença é que conseguiu permanecer em campo por mais tempo até ser substituído. Pedro Mendes: 5 – Não apareceu muito, mas também não comprometeu na defesa. Tiago: 5,5 – Não repetiu a grande atuação contra a Costa do Marfim, mas criou algumas boas jogadas no ataque. Raúl Meireles: 5 – Não conseguiu ser uma das armas ofensivas do time e foi substituído no final. Miguel Veloso: Sem nota – Entrou aos 38 minutos do segundo tempo. Duda: 5 – Preencheu bem o setor defensivo pela esquerda, mas no ataque foi nulo. Simão: 5 – Entrou em campo para atacar bastante pela esquerda, mas limitou-se a atuar no meio. Danny: 5 – Buscou bastante o jogo, sofreu com as faltas do Brasil e no final fez um jogo razoável. Cristiano Ronaldo: 5,5 – Teve muita vontade, deu alguns chutes de fora da área, tentou muitos dribles e fez um jogo mediano. BRASIL Júlio César: 5,5 – Como Eduardo, em Portugal, foi pouco exigido, mas quando precisou, apareceu bem. Maicon: 5 – Não conseguiu ser o lateral ofensivo que o Brasil precisa. Lúcio: 5,5 – Foi bem na defesa e, com o Brasil inoperante na criação, teve a iniciativa de tentar algumas jogadas. Claro que não tem qualidade para isso, mas sempre demonstra vontade. Juan: 5 – Fez um jogo abaixo de sua qualidade e ainda levou um cartão amarelo em uma jogada tipicamente varzeana. Michel Bastos: 4,5 – Foi mal, principalmente no ataque, onde não acertou os cruzamentos. Gilberto Silva: 5 – Errou alguns passes, mas na marcação foi eficiente. Felipe Melo: 3 – Não estava mal no jogo, só que perdeu a cabeça de uma maneira absurda. Começou a dar pontapés, divididas mais fortes e ainda devolveu uma falta em Pepe. Foi substituído aos 43 minutos do primeiro tempo para não ser expulso - apesar de Dunga dizer que ele saiu por causa de uma torção. Josué: 4,5 – Entrou apagado no jogo, não conseguiu ser um bom marcados e nos passes se escondia. Daniel Alves: 5 – Muito abaixo de sua qualidade. Fica preso em campo nessa função de meio campo. Julio Baptista: 5 – Outro que não consegue render na posição que lhe foi definida. Até voltava para buscar o jogo, mas não sabe armar. Ramires: 5 – Entrou com vontade e correu muito. No final, quase marcou em um chute de longe. Luís Fabiano: 5 – Brigou muito, do início ao fim, mas limitou-se ao adjetivo “guerreiro”. Grafite: Sem nota – Entrou aos 39 minutos do segundo tempo. Nilmar: 5,5 – Quase marcou, correu bastante, se esforçou e fez algumas boas tabelas.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Azzurra precisa de um rejuvenescimento

Hoje a Itália fracassou,a equipe perdeu para a seleção eslovaca por 3 a 2 e acabou eliminada da Copa do Mundo FIFA.Isto pose ser considerada um tragédia pois os italianos são tetracampeães mundiais. Bem,mas vamos falar um pouco sobre o jogo que não pude assistir por estar na escola.Mas pelo que li a Itália passou praticamente toda a partida – desde que sofreu o primeiro gol da Eslováquia, aos 25 minutos – precisando de um gol, o gol de empate, para assegurar sua sofrida classificação às oitavas de final. Mas as duas reações da equipe de Marcello Lippi chegaram tarde demais. Os eslovacos venceram uma partida eletrizante por 3 a 2, com dois de Robert Vittek, agora artilheiro do Mundial ao lado do argentino Gonzalo Higuaín, e terminaram em segundo lugar no Grupo F com quatro pontos. Após o empate sem gols com a Nova Zelândia em Polokwane, o Paraguai terminou sua campanha na liderança, com cinco pontos. A Itália acabou numa melancólica lanterna. A eliminação precoce deixou a imprensa italiana muito estressada o site da La Gazzetta dello Sport estampa uma foto do zagueiro Fabio Canavarro (um dos jogadores mais contestados) com a frase A Casa con Vergona que significa "Em Casa com vergonha". Mas o que aconteceu com a tradicional seleção? Esta pegunta pode ser respondida pelo fato do técnico Marcelo Lippi ter apostado em jogadores já de uma certa idade,não levando jovens jogadores para dar um gás maior para a equipe. Agora Lippi não será mais o técnico da seleção quem treinará o time será Cesare Prandelli, antigo treinador da Fiorentina.E ele terá um problema tirar os medalhões e apostar em jovem jogadores.Sua situação lembra a de Dunga ao assumir a seleção brasileira em 2006,pois na época Dunga foi obrigado a rejuvenscer a seleção,Dunga fez bem o trabalho.Mas tinha bons jogadores jovens em mãos coisa que Prandelli não tem.Esperemos.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Classificação e prognósticos para a Inglaterra

Nesta quarta, a seleção inglesa se classificou de forma bem sofrida frente à seleção da Eslovênia vencendo por apenas 1x0 com um gol de Jermain Defoe. Porém, com a vitória estadunidense sobre a seleção argelina, o English Team ficou na segunda posição do grupo C e, em decorrência disso, vai enfrentar a seleção alemã, que venceu Gana. Mesmo com as modificações feitas por Capello, a seleção inglesa não está completamente preparada para vencer a Alemanha. James Milner entrou bem como winger pela direita, mas ainda não se sabe se ele realmente irá jogar contra a Alemanha. Provavelmente sim, pois Capello disse que a ele fez uma boa partida, mas ele não é titular efetivamente. Wayne Rooney fez mais uma partida modesta, mas é praticamente impossível que ele saia da equipe. Com relação à defesa, ninguém pode ser considerado titular ao lado de Terry. King em condições é o melhor, porém, com sua lesão crônica no joelho fica meio complicado. A seleção alemã é muito boa do meio para frente, mas sendo tão ofensiva, pode deixar espaços para eventuais contra-ataques ingleses. Se a marcação inglesa encaixar e Wayne Rooney "começar" a jogar, com o elenco que possui pode realmente vencer a Alemanha. Porém hoje, a Alemanha é favorita.

Pós-Jogo:Gana 0 x 1 Alemanha

Mesut Oezil (C) of Germany celebrates scoring

Na vitória por 1 a 0 da Alemanha sobre Gana, todo mundo saiu comemorando. Embora tenha perdido a partida, levado algum susto e deixado a liderança do Grupo D, os Estrelas Negras conseguiram a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010 e se tornaram o primeiro país do continente a passar de fase.

Embora não tenha repetido no imponente estádio Soccer City, em Johanesburgo, em seus dois jogos seguintes o alto nível de sua exibição de estreia, a Nationalelf se recuperou bem do susto sofrido com o revés diante da Sérvia e se classificou em primeiro lugar. Agora, o time se prepara para um clássico imperdível contra a Inglaterra. Gana, por sua vez, jogará por sua sobrevivência contra os Estados Unidos.

A partida foi movimentada e ganhou alguma dose extra de emoção à medida que os gols entre Austrália e Sérvia, o jogo simultâneo da chave, iam acontecendo. Esses dois times nunca chegaram a estarem classificados durante a rodada – ao se acumular os dois resultados em tempo real –, eles estiveram perto, o que aumentava a pressão para cima dos ganeses.

O empate não era de todo mal para a alemães e ganeses (desde que Sérvia não ganhasse da Austrália), contudo, os times fizeram uma partida aberta, corrida, com oportunidades claras de gol para ambos os lados, sem tempo para descanso para os goleiros Richard Kingson e Manuel Neuer – ao todo, foram 30 finalizações, sendo 11 delas corretas.

Uma sequência emblemática desse ritmo acelerado aconteceu entre os minutos 23 e 24, quando Kevin-Prince Boateng avançou pela direita ao ataque, ganhou em dividida e conseguiu chegar à área alemã para finalizar. Quando preparou o corte, seu irmão Jerome Boateng, que joga pelo selecionado alemão, fez um desarme providencial e já iniciou o contragolpe. A reposição de bola germânica foi rápida, também pela direita, com um belo passe de Cacau para o jovem Mesut Özil, que ficou cara-a-cara com o goleiro, mas bateu fraco diante de sua saída e permitiu a defesa.

Foi assim, especialmente, no primeiro tempo. Depois do intervalo, a Alemanha tentou segurar um pouco mais a bola, dominando a posse em campo, procurando explorar mais sua habilidade em detrimento do jogo vigoroso dos africanos.

O gol resultou dessa paciência. Depois de escanteio curto, o talentoso Thomas Müller carregou a bola em direção a Özil, que toca de lado, caminha pouco com ela e chuta forte no canto direito de Kingson. O ganês nem conseguiu se mexe: um, por ter a visão encoberta na grande área e, dois, pela precisão da finalização do promissor meia do Werder Bremen, que foi eleito o "Craque do Jogo" pela FIFA.

Nos minutos seguintes ao gol sofrido, Gana ensaiou um abava para cima dos alemães, com muitos chutes de longa distância (tal como fez contra a Austrália na segunda rodada), mas não teve muito sucesso. Os alemães souberam proteger sua meta e cozinhar um pouco a partida.

Dois brasileiros estiveram em campo no Soccer City. O árbitro Carlos Eugênio Simon apitou a oitava partida de Copa do Mundo. O outro era o atacante Cacau, substituindo pela Alemanha o veterano Miroslav Klose, que estava suspenso. Ele teve uma boa participação, dando movimentação ao setor ofensivo, mas não teve muitas chances de conclusão.

Ficha técnica

Gana 0x1 Alemanha

Local: Estádio Soccer City, Joanesburgo Data: 23/06, quarta-feira Árbitro: Carlos Eugênio Simon (BRA) Gols: Mesut Özil aos 14’/2T (Alemanha) Cartões amarelos: Andre Ayew (Gana); Thomas Müller (Alemanha)

Alemanha 1-Manuel Neuer; 20-Jérôme Boateng (2-Marcell Jansen aos 27’/2T), 3-Arne Friedrich, 17-Per Mertesacker e 16-Philipp Lahm; 6-Sami Khedira e 7-Bastian Schweinsteiger (18-Toni Kroos aos 36’/2T); 13-Thomas Müller (15-Piotr Trochowski aos 22’/2T), 8-Mesut Özil e 10-Lukas Podolski; 19-Cacau. Técnico: Joachim Löw.

Gana 22-Richard Kingson; 4-John Pantsil, 5-John Mensah, 8-Jonathan Mensah e 2-Hans Sarpei; 23-Kevin-Prince Boateng, 6-Anthony Annan e 21-Kwadwo Asamoah; 12-Prince Tagoe (11-Sulley Muntari aos 18’/2T) e 13-Andre Ayew (18-Dominic Adiyiah aos 46’/2T); 3-Asamoah Gyan (14-Matthew Amoah aos 36’/2T). Técnico: Milovan Rajevac.

NOTAS

ALEMANHA

Manuel Neuer: 5,5 – Fez uma grande defesa no segundo tempo e mostrou segurança. Jérôme Boateng: 5 – Subiu bastante na etapa inicial, mas sumiu no segundo tempo e foi substituído. Arne Friedrich: 5 – Bem mais seguro do que o seu companheiro de zaga. Per Mertesacker: 4,5 – Muito desengonçado, entregou a bola para os atacantes de Gana mais de uma vez no primeiro tempo. Philipp Lahm: 5,5 – Abriu uma avenida em suas costas no primeiro tempo, mas quando subiu, foi perigoso. Deu a assistência para o gol de Özil. Sami Khedira: 5 – Apareceu pouco na partida. Bastian Schweinsteiger: 5,5 – Muito esforçado e participativo, porém foi pouco efetivo. Thomas Müller: 5 – Sumido na partida. Mesut Özil: 6 – Fez o gol e perdeu outro na cara do goleiro, mas foi o melhor em campo. Lukas Podolski: 5 – Mais uma vez foi participativo, mas esteve um pouco abaixo da sua média dos dois jogos anteriores. Cacau: 5,5 – Tentou mostrar serviço e deu um lindo passe para Özil. Piotr Trochowski: 5 – Entrou na segunda etapa e pouco fez. Marcell Jansen: 5 – Mais um que apareceu pouco quando entrou no jogo. Toni Kroos: Sem nota – Entrou muito no fim.

GANA

Richard Kingson: 5,5 – Não teve culpa no gol e ainda fez defesas bem interessantes. John Pantsil: 5 – Fez bem o feijão com arroz. John Mensah: 5,5 – Foi bem lá atrás. Deu poucas chances ao ataque alemão. Jonathan Mensah: 5,5 – Seguro na defesa assim como seu companheiro. Hans Sarpei: 5 – Subiu pouco e errou alguns passes. Mas ajudou o setor defensivo. Kevin-Prince Boateng: 5 – Apareceu pouco. Anthony Annan: 5,5 – Muito acionado, mas discreto. Kwadwo Asamoah: 4,5 – Perdeu a melhor chance das Estrelas Negras e ficou sumido. Prince Tagoe: 5 – Não ajudou tanto o ataque como em outras ocasiões. Andre Ayew: 5 – Perdeu gols, mas correu bastante. Asamoah Gyan: 5 – Como perdeu gol o rapaz. Mas é esforçado. Sulley Muntari: 5 – Entrou no segundo tempo e não pegou muitas vezes na bola. Matthew Amoah: Sem nota – Teve pouco tempo para mostrar serviço. Dominic Adiyiah: Sem nota – Só entrou nos acréscimos.

Pós-Jogo:Austrália 2 x 1 Sérvia

Milos Ninkovic of Serbia and Carl Valeri of Australia

A Austrália despediu-se da Copa do Mundo da FIFA com a primeira vitória da sua história sobre uma seleção europeia, mas o sucesso não serviu de nada. Os australianos bateram a Sérvia por 2 a 1, resultado que também ditou o adeus dos comandados de Radomir Antic à competição.

Quem visse a primeira parte em Nelspruit e não soubesse a classificação do Grupo D até pensaria que era a Sérvia que tinha obrigatoriamente de ganhar para manter a esperança de classificação, e não a Austrália. Mas não. O empate até poderia chegar aos sérvios, caso houvesse um vencedor no jogo entre Alemanha e Gana, mas a equipe do Leste europeu não conseguiu nem mesmo isso.

A Sérvia foi a mais ofensiva e mais perigosa no primeiro tempo, teve mais tempo de posse de bola e criou as únicas verdadeiras chances de gol. A primeira só demorou seis minutos para surgir, quando Milos Krasic apareceu livre na direita e obrigou Mark Schwarzer a fazer uma boa defesa.

Mais seis minutos e de novo Krasic criou e desperdiçou. Após receber grande passe de Milos Ninkovic, o jogador do CSKA de Moscou chegou a passar por Schwarzer, mas o remate saiu por cima do alvo. Refeito do susto, o goleiro australiano voltou a brilhar num remate de Ivanovic, mas nada poderia fazer, aos 34 minutos, para parar a cabeçada de Nikola Zigic. O gigante de 2,02m, em excelente posição, cabeceou para fora.

Muda tudo... duas vezes A essa altura, Tim Cahill já tinha protagonizado uma tímida resposta da Austrália, sem perigo, e foi preciso esperar até os 14 do segundo tempo para que Vladimir Stojkovic tivesse algum trabalho. O goleiro da Sérvia mostrou reflexos e elasticidade para defender a falta cobrada por Marco Bresciano. Mais um minuto e de Johanesburgo chegava a notícia do gol da Alemanha frente a Gana, o que obrigava a Sérvia a vencer ou pelo menos empatar com gols para seguir para as oitavas.

Mas, curiosamente, voltou a ser a Austrália a criar perigo e de novo com uma bomba de Bresciano à qual Stojkovic se opôs com enorme qualidade. Os nervos pareciam estar tomando conta dos sérvios, e a situação ficou bem pior aos 24 minutos. Luke Wilkshire acertou um cruzamento longo da direita e Cahill ganhou o duelo nas alturas com os zagueiros da Sérvia para cabecear para o fundo do gol e para o 1 a 0.

A festa voltou a ser australiana aos 28 minutos, quando Brett Holman progrediu com a bola e, diante da falta de oposição, se decidiu pelo remate de muito longe, que saiu muito colocado e resultou no 2 a 0. O impossível para a seleção da Oceania tornava-se um pouco mais fácil, já que o selecionado de Pim Verbeek passava a precisar de apenas mais dois gols para superar Gana no segundo lugar do grupo e seguir para as oitavas.

Parecia que o filme estava toda a favor do milagre australiano, mas, de repente, tudo mudou outra vez. Um remate de longe de Zoran Tosic foi defendido para a frente por Schwarzer e Pantelic estava no lugar certo para reduzir para 2 a 1.

Os sérvios voltavam a ficar a um simples gol de subir ao segundo lugar e, com seis minutos para o fim, mais os acréscimos, tinham de dar o máximo. Foi o que fizeram, mas sem sucesso - apesar de Marko Pantelic, quase no último segundo, ter desperdiçado uma chance de ouro, ao bater para fora quando estava perfeitamentre sozinho na grande área. Uma chance perdida que significou o adeus à África do Sul.

Austrália 2x1 Sérvia

Local: Estádio Mbombela, Nelspruit Data: quarta-feira, 23/06 Árbitro: Jorge Larrionda (URU) Cartões Amarelos: Aleksandar Lukovic e Milos Ninkovic (Sérvia); Luke Wilkshire, Brett Emerton e Michael Beauchamp (Austrália) Gols: Tim Cahill aos 24’/2T e Brett Holman aos 28’/2T (Austrália); Marko Pantelic aos 39'/2T (Sérvia)

Sérvia 1-Vladimir Stojkovic, 6-Branislav Ivanovic, 5-Nemanja Vidic, 13-Aleksandar Lukovic e 16-Ivan Obradovic; 22-Zdravko Kuzmanovic (8-Danko Lazovic aos 32’/2T), 18-Milos Ninkovic, 10-Dejan Stankovic, 17-Milos Krasic (7-Zoran Tosic aos 16’/2T) e 14-Milan Jovanovic; 15-Nikola Zigic (9-Marko Pantelic aos 22’/2T). Técnico: Radomir Antic.

Austrália 1-Mark Schwarzer, 8-Luke Wilkshire (19-Richard Garcia aos 36’/2T), 2-Lucas Neill, 6-Michael Beauchamp e 21-David Carney; 7-Brett Emerton, 5-Jason Culina, 16-Carl Valeri (14-Brett Holman aos 21’/2T), 23-Marco Bresciano (11-Scott Chipperfield aos 21’/2T) e 4-Tim Cahill; 9-Joshua Kennedy. Técnico: Pim Verbeek.

NOTAS

SÉRVIA Vladimir Stojkovic: 5 – Não teve culpa nos gols e trabalhou pouco. Branislav Ivanovic: 5,5 – Avançou bem e quase marca o seu no primeiro tempo. Nemanja Vidic: 5 – Apesar dos dois gols, teve atuação segura. Aleksandar Lukovic: 5,5 – Bem na marcação, ainda fez um lançamento primoroso. Ivan Obradovic: 5 – Foi regular, preenchendo espaços, cobrindo bem o lado esquerdo. Zdravko Kuzmanovic: 5,5 – Foi bem no jogo, apareceu na frente, com boas chances de marcar. Danko Lazovic: 5 – Deu velocidade ao time pela direita, embora tenha errado uma finalização bisonhamente. Milos Ninkovic: 5 – Esteve bem no meio-campo, marcou e atacou com eficiência. Dejan Stankovic: 4,5 – Menos do que poderia, foi discreto. Milos Krasic: 6 – Grande partida, especialmente no primeiro tempo. Perdeu chances que poderiam ter mudado o jogo. Zoran Tosic: 6 – Entrou bem no jogo, e chutou a bola que resultou no gol de Pantelic. Milan Jovanovic: 6,5 – Grande atuação do meio-campista, que criou muitas chances pelo seu lado. Nikola Zigic: 5 – Teve duas chances e quase marcou em ambas. Foi perigoso. Marko Pantelic: 5,5 – Marcou o gol do time, ainda que tenha sido desajeitado.

AUSTRÁLIA Mark Schwarzer: 5,5 – Foi muito bem na partida, mas falhou no gol da Sérvia, que enterrou as esperanças australianas. Luke Wilkshire: 4,5 – Tomou um baile de Jovonovic, com direito a bola no meio das pernas e tudo. Richard Garcia: Sem nota – Não tocou muito na bola, fica sem nota. Lucas Neill: 5,5 – Teve trabalho, fez o que pode e melhorou no segundo tempo. Michael Beauchamp: 5 – Razoável, consegiu fazer o trabalho de marcação. David Carney: 4,5 – Não teve a velocidade para chegar no apoio ao ataque e ainda teve muito trabalho com Krasic. Brett Emerton: 5 – Conseguiu alguns bons lances e ajudou na marcação no meio. Jason Culina: 5 – Ameaçou em chutes de for a no Segundo tempo, e marcou o preenchido meio-campo sérvio. Carl Valeri: 5 – Não conseguiu ir muito ao ataque, correu muito na defesa. Brett Holman: 5,5 – Marcou um golaço de fora da área. Deu mais poder ofensivo ao time australiano. Marco Bresciano: 5,5 – Criou algumas jogadas, mas estava bem marcado. Scott Chipperfield: 4,5 – Entrou, mas pouco fez no jogo e não explorou o lado direito sérvio. Tim Cahill: 6 – É o mais perigoso jogador australiano. Marcou um gol e foi preocupação constante da zaga adversária. Joshua Kennedy: 5 – É atrapalhado, mas teve ao menos duas ótimas chances para marcar. Levou perigo, especialmente pelo alto.