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domingo, 11 de julho de 2010

Notas: Holanda 0 x 1 Espanha

HOLANDA

Maarten Stekelenburg: 5,5 – Não teve culpa no gol e durante toda a partida foi muito seguro, sem cometer falhas.
Gregory van der Wiel: 6 – Fez sua melhor partida no Mundial, com muita força na marcação e, finalmente, aparecendo um pouco no ataque.
John Heitinga: 5,5 – Foi expulso no segundo tempo da prorrogação, mas precisava fazer a falta. Cometeu poucos erros durante a partida.
Joris Mathijsen: 4,5 – Foi bastante atabalhoado, perdeu um gol incrível e se enrolou em algumas jogadas na defesa.
Giovanni van Bronckhorst: 6 – Eficiente no ataque e razoável na defesa. Despediu-se do futebol com dignidade.
Edson Braafheid: 4,5 – Entrou frio, sem saber onde estava. Conseguiu levar uma bolada na cabeça.
Nigel de Jong: 5,5 – Foi muito bem na marcação, mas tinha que ter sido expulso no primeiro tempo após uma voadora no peito de Xabi Alonso.
Rafael van der Vaart: 4,5 – Não conseguiu ajudar o ataque, ficou perdido no meio e ainda deu condições a Iniesta marcar o gol do título espanhol.
Mark van Bommel: 4,5 – Foi violento? Como de costume, mas quando pensa apenas em desarmar na bola consegue alguma coisa.
Wesley Sneijder: 5,5 – Sumido em campo. Mesmo assim, em um lance isolado, colocou Robben na cara do gol.
Dirk Kuyt: 5,5 – Fez um bom jogo, correu bastante e foi sempre uma boa opção pela esquerda do ataque holandês.
Elijero Elia: 4,5 – Não foi bem utilizado. Mal recebeu a bola pela lateral do campo e não agregou.
Arjen Robben: 5 – Apareceu bastante, chamou o jogo para si, mas perdeu dois gols feitos que impediram o título holandês.
Robin van Persie: 5 – Ficou sumido, escondido entre os zagueiros espanhóis.

ESPANHA
 

Iker Casillas: 6,5 – Salvou a Espanha em dois lances com Robben. Foi seguro em toda a partida.
Sergio Ramos: 6 – Atacou bastante, apesar do aproveitamento não ser dos melhores. Na defesa, a Holanda não conseguiu atacar pelo seu lado.
Gerard Piqué: 5,5 – Mais uma boa partida do técnico zagueiro, que não falhou e ainda complicou Robben em uma das chances claras do holandês.
Carles Puyol: 5,5 – Forte como sempre na marcação, ainda subiu ao ataque em algumas bolas aéreas. No entanto, quase entregou um gol para Robben.
Joan Capdevilla: 6 – Foi a melhor partida do lateral do Villarreal, que atacou muito bem e foi razoável na defesa.
Sergio Busquets: 6,5 – Não parece ter apenas 21 anos. Eficiente na marcação, não erra seus passes curtos e foi fundamental na marcação espanhola.
Xabi Alonso: 5,5 – Ficou um pouco sumido e errou alguns passes, mas na marcação foi bastante eficiente.
Cesc Fábregas: 7,5 – Mudou o jogo. Melhorou a ofensividade da equipe e deu a assistência para Iniesta.
Andrés Iniesta: 8,5 – Entrou para a história das Copas do Mundo. Foi o melhor jogador da partida e, de quebra, se consagrou com o gol do título.
Xavi: 7,5 – Ditou o ritmo de jogo da Espanha, e mesmo recebendo muitas bolas, erra pouquíssimos passes.
Pedro: 6 – Demonstrou grande personalidade, fez um bom primeiro tempo e foi constantemente perigoso pelo lado direito.
Jesús Navas: 6 – Entrou no segundo tempo, correu bastante pela direita e cumpriu seu papel.
David Villa: 7 – Brigou muito, do início ao fim, criou algumas boas oportunidades e só não marcou porque Stekelenburg salvou um chute no segundo tempo.
Fernando Torres: Sem nota – Entrou no intervalo da prorrogação, mas ainda sofreu uma lesão muscular antes do final.

Pós-Jogo: Holanda 0 x 1 Espanha




Aquilo que se vem ensaiando dizer há pelo menos dois anos – desde o brilhante título da UEFA Euro 2008 - agora pode ser proferido sem qualquer resquício de dúvida ou concessões: a Espanha é o melhor time de futebol do mundo. É mais: é de fato a campeã do mundo, o oitavo país na história a conquistar a Copa do Mundo da FIFA.

A final da África do Sul 2010 fez com que o lotado Soccer City de Johanesburgo prendesse a respiração não uma ou duas, mas incontáveis vezes. Noventa minutos não foram o suficiente para decidir qual dos dois, Holanda ou Espanha, se tornaria o mais novo campeão. Na verdade, faltou pouco para que 120 minutos também não o fossem. Apenas um gol de Andrés Iniesta a quatro minutos do final do tempo extra confirmou a superioridade que os espanhóis mostraram ao longo de quase todo o jogo e coroou definitivamente uma geração que pulverizou um tal “estigma das quartas de final” que caracterizava o pais até há pouco.

Quem continua, sim, com um estigma desconfortável é a Holanda, que após 14 vitórias consecutivas entre eliminatórias e Copa do Mundo da FIFA, caiu mais uma vez na partida decisiva, pela terceira vez em sua história, depois das derrotas para Alemanha em 1974 e Argentina em 1978.

O primeiro Mundial em solo africano teve um campeão inédito. O mundo do futebol tem, indiscutível, sua melhor equipe. E, para sempre, um novo integrante para sua elite. Que a Espanha seja bem vinda à galeria!

Pressão que vai e vem

A princípio, era como se a Espanha saísse diretamente do apito final de sua partida diante da Alemanha para o Soccer City. O mesmo domínio que a Fúria exerceu na semifinal apareceu claro e intenso nos primeiros minutos de jogo: logo aos cinco minutos, Sergio Ramos acertou uma cabeçada linda que obrigou Maarten Stekelenburg a uma boa defesa. Em seguida, o mesmo lateral direito invadiu a área e obrigou John Heitinga a afastar na boca do gol. Mais um minuto e era David Villa acertando um voleio na rede pelo lado de fora. Pressão, jogo de uma só equipe, questão de tempo para o gol sair?

Não exatamente. Porque, afinal, o que estava em jogo não era qualquer coisa, mas um titulo mundial. Aliás, não só isso, mas essencialmente o lugar dos dois países na história do futebol. E, com um prêmio desses, é compreensível que quem acabe tomando conta do ambiente seja o nervosismo. Foram 20 faltas ao longo de todo o primeiro tempo, com cinco cartões amarelos. Entre as divididas e disputas acirradas, sobrou uma breve reação holandesa nos últimos minutos, quando a equipe chegou a ameaçar o gol de Iker Casillas, num chute rasteiro de Arjen Robben, já nos descontos da primeira parte.

Veio o segundo tempo e, com ele, uma média aritmética daquilo que aconteceu no primeiro: se, por um lado, o clima seguia tenso – com mais oito cartões amarelos no total, além de um vermelho, chegando ao recorde de dez numa final de Copa do Mundo, superando os seis de 1986 -, por outro também a Espanha dominava a posse de bola e aparentava estar mais perto de marcar. A principal diferença é que o contragolpe da Holanda, o motor da grande campanha recente do país, começou a funcionar.

O exemplo mais claro foi a ocasião em que Robben aproveitou um tremendo buraco na defesa aos 16 minutos, recebeu passe de Wesley Sneijder e apareceu frente a frente com Casillas. O goleiro do Real Madrid esperou até o último minuto para sair e impediu o gol com as pernas. Embora quem tenha passado a criar mais e mais chances tenha sido a Espanha, o recado estava dado.

Nervos e a cartada final

Mesmo as alterações que Bert van Marwijk e Vicente del Bosque fizeram ao longo do segundo tempo tinham menos o risco de tentar mudar demais o jogo do que apenas a reposição de peças por outras similares, mas mais descansadas. Foi assim para a Holanda, com Eljero Elia no lugar de Dirk Kuyt, e também com os espanhóis, que trocaram Pedro por Jesús Navas e Xabi Alonso por Cesc Fàbregas. Até o fim dos 90 minutos, a história foi a mesma, com a Espanha se aproximando perigosamente, como nas chances claras de David Villa aos 24 – salva por Heitinga na frente do gol – e uma cabeçada de Sergio Ramos, livre na pequena área.

Noventa minutos não foram o bastante para destilar tanto nervosismo. Pela sexta vez na história, a final da Copa do Mundo da FIFA precisava da prorrogação. E, então, era como se a partida começasse outra vez. A partida em que a Espanha resolvia controlar o jogo e decidi-lo à sua maneira. Que foi o que quase aconteceu com Andrés Iniesta, livre na cara do gol aos cinco minutos. O meia avançou, demorou a chutar e foi desarmado. Em seguida, Jesús Navas assustou a massa holandesa que ocupou boa parte do Soccer City, com um chute desviado que bateu na rede pelo lado de fora.

Era pressão que já não pararia mais, e que só se intensificou quando Heitinga recebeu seu segundo amarelo aos quatro minutos do segundo tempo. De alguma forma, o gol precisava sair. Foram precisos, no total, 116 minutos, mas enfim a Espanha matadora apareceu. Andrés Iniesta, que tantas vezes tivera chances de invadir a área holandesa sem poder concluir, recebeu um passe perfeito de Fàbregas que não deixava outra opção além da bomba cruzada que bateu Stekelenburg.

sábado, 10 de julho de 2010

Pré-Jogo: Holanda vs Espanha

Netherlands' midfielder Wesley Sneijder and (at R) Spain's striker  David Villa, both celebrating after scoring

Laranja ou vermelho. Em breve, o mundo saberá qual cor será a tendência das próximas estações do planeta bola. Em outras palavras, Holanda e Espanha, as duas seleções que encantaram os torcedores durante a Copa do Mundo, decidem neste domingo, no Estádio Soccer City, quem será a força suprema da nova ordem do futebol mundial.

Encerrado o torneio, teremos um campeão inédito, que se juntará a Uruguai, Itália, França, Brasil, Alemanha, Inglaterra e Argentina no seleto grupo de países que já ergueram a cobiçada taça pelo menos uma vez.

O jogo

Holanda x Espanha, final, Johanesburgo (Estádio Soccer City), domingo, 11 de julho, 15h30

A balança não poderia estar mais equilibrada. O histórico deste confronto revela um empate técnico entre as duas seleções, que se enfrentaram nove vezes, com quatro vitórias para cada lado.

A Furia disputará a primeira final de Copa do Mundo da sua história, um feito alcançado pela mesma geração que em 2008 acabou com o jejum de títulos que já durava 44 anos ao conquistar a Eurocopa. A Laranja Mecânica, por sua vez, terá a terceira tentativa de se consagrar, após ter perdido as decisões de 1974 e 1978 para dois anfitriões, Alemanha e Argentina respectivamente.

A Holanda chega ao último jogo com uma campanha irrepreensível. Venceu as seis partidas que disputou, marcando 12 gols e sofrendo 5. Já a Espanha estreou com derrota, mas desde então somou cinco vitórias consecutivas, tendo balançado bem menos as redes, apenas sete vezes, mas com uma defesa muito mais sólida, que só foi vazada em duas ocasiões.

Além disso, o vencedor do confronto conseguirá romper uma "maldição" de 80 anos ao conquistar o primeiro título de uma seleção europeia fora do Velho Continente.

O duelo Wesley Sneijder (NED) x David Villa (ESP)

Artilheiros da Copa e candidatos à Bola e Chuteira de Ouro do torneio, Sneijder e Villa farão um duelo à parte, que vai além da disputa pelo título mundial. Foi dos pés de ambos que saiu a maioria dos gols que pavimentaram o caminho das suas seleções até esta final inédita. Conseguirá algum deles levar três troféus para casa?

O número 8 — Esta será a oitava final 100% europeia da história da Copa do Mundo. As 14 decisões realizadas desde 1954 tiveram sempre pelo menos um representante do continente, em um total de 16 finais em que isso aconteceu. Apenas duas vezes a partida decisiva foi disputada apenas por seleções sul-americanas, enquanto que nas nove restantes um país da Europa e outro da América do Sul mediram forças.

O que eles disseram "Não acho que David Villa seja o jogador mais perigoso da Espanha. Os que devem ser acompanhados de perto são Xavi e Iniesta. São eles que determinam o jogo e garantem que as bolas cheguem a Villa. Não podemos permitir que joguem, que tenham liberdade. Precisamos marcá-los muito bem, porque se lhes dermos o menor espaço que seja, teremos problemas." Arjen Robben, atacante da Holanda

"Não acredito que a Holanda jogará fechada. Tem jogadores rápidos e em grande fase, será como nós, fiel ao próprio estilo. Conheço Robben, é veloz, potente e forte. O chute que costuma dar de fora da área me preocupa, mas temos que tentar marcá-lo. A Holanda, porém, não é apenas Robben. Eles são fortes na defesa e no meio-campo. Sneijder e Kuyt são igualmente perigosos." Iker Casillas, goleiro da Espanha

terça-feira, 6 de julho de 2010

Holanda está de volta à final do Mundial

Arjen Robben of the Netherlands celebrates scoring the third goal  as Diego Perez of Uruguay (R) stands dejected
A Holanda da África do Sul 2010 pode não ser “Laranja Mecânica”, não dominar seus jogos de cabo a rabo e não necessariamente é encantadora. Mas uma coisa está mais do que clara: é um time que vence. Só vence. Os holandeses viram o placar empatado durante boa parte da partida desta terça-feira diante do Uruguai até que, em três minutos, decretou sua vitória. Wesley Sneijder e Arjen Robben desfizeram o empate em 1 a 1 entre os 25 e os 28 minutos do segundo tempo e abriram caminho para uma vitória por 3 a 2 que leva o país à terceira final de Copa do Mundo de sua história, primeira desde a equipe que marcou época com os vice-campeonatos na Alemanha 1974 e na Argentina 1978. São incontáveis os números que mostram a efetividade da equipe de Bert van Marwijk, começando pelo recorde de 14 vitórias consecutivas entre eliminatórias (que o time passou com 100% de aproveitamento) e a Copa. Desde que o formato do Mundial exige que se joguem seis partidas para chegar à final, apenas o Brasil de 2002 havia chegado à decisão apenas com triunfos. A Holanda chegará à decisão do dia 11 de julho, no Soccer City, numa sequência invicta de 25 jogos. Agora falemos um pouco da seleção uruguaia, uma seleção aguerrida, raçuda e que não desiste nunca. Mostrou um futebol extremamente eficaz. Eu particularmente torci muito para a seleção uruguai por gostar muito do Loco Abreu e do Lugano, mas infelizmente a força individual da seleção holandesa e isto acabou decidindo o jogo. NOTAS

URUGUAI

Fernando Muslera: 5 – Não teve culpa nos gols, mas levou três. Maximiliano Pereira: 5,5 – No fim, marcou o gol que fez o Uruguai pressionar nos acréscimos. Diego Godín: 5 – Estava bastante seguro, mas errou na marcação de Robben no terceiro gol holandês. Mauricio Victorino: 5,5 – Ajudou bastante o setor defensivo da equipe, mostrou segurança. Martín Cáceres: 4,5 – Começou a partida de forma muita atabalhoada e não evoluiu muito durante o jogo. Diego Pérez: 5 – Não comprometeu. Egidio Arévalo: 6 – Ótima marcação no meio de campo, sempre com muita rapidez. Walter Gargano: 6 – Um carrapato. Não parou de correr um segundo e marcou muito bem. Álvaro Pereira: 5,5 – Fez um bom jogo e criou boas oportunidades no ataque. Diego Forlán: 6,5 – Marcou um belo gol no primeiro tempo e, enquanto esteve inteiro, foi sempre muito perigoso. Edinson Cavani: 6 – Fez uma partida boa, com muita movimentação e boa atuação ao lado de Forlán. Sebastián Abreu: 5 – Entrou no fim do jogo e não conseguiu pegar muito na Jabulani. Sebastián Fernández: Sem nota – Muito pouco tempo em campo.

HOLANDA

Maarten Stekelenburg: 4,5 – Falhou no primeiro gol uruguaio. Khalid Boulahrouz: 5 – Um pouco perdido. Raramente apoiava. John Heitinga: 5,5 – Deu conta do recado, quando exigido. Joris Mathijsen: 5,5 – Foi seguro e não comprometeu. Giovanni van Bronckhorst: 5,5 – Fez um golaço e ajudou no setor defensivo como conseguiu. Demy de Zeeuw: 5 – Não comprometeu no primeiro tempo, mas saiu no intervalo. Mark van Bommel: 4,5 – Fez o que sabe fazer de melhor: bateu. Wesley Sneijder: 6,5 – Marcou o gol que mudou a história do jogo. Além disso, nada fez. Arjen Robben: 6,5 – Fez o terceiro gol holandês, mas errou diversas jogadas. Não estava em dia tão inspirado. Dirk Kuyt: 5,5 – Como sempre, correu muito e mostrou muita dedicação. Tecnicamente, porém, não foi bem. Robin van Persie: 5 – Apagado no jogo. Rafael van der Vaart: 5 – Teve uma boa chance de marcar, mas não fez. Eljero Elia: Sem nota – Entrou aos 44 minutos do segundo tempo.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Fica pra 2014...

Hoje tivemos jogo da nossa querida seleção brasileira, todos nós esperávamos uma boa vitória de nossa seleção, mas infelizmente isto não aconteceu. Perdemos.Mas perdemos de uma forma chata, vendo até um grande jogador brasileiro e mundial desmerecer os guerreiros deste time . Bem,mas vamos falar sobre o jogo. Entre uma fase de grupos em que se classificou com uma rodada de antecedência e uma partida de oitavas de final que decidiu cedo, diante do Chile, a Seleção Brasileira ainda não havia passado por momentos de pressão na África do Sul. Não até as quartas de final diante da Holanda. Ou, mais especificamente, até o segundo tempo. E, quando enfrentou a situação adversa, o Brasil o fez por uma única e derradeira vez. Depois de jogar um primeiro tempo que provavelmente está entre seus melhores 45 minutos de futebol na Copa do Mundo e em que abriu vantagem de um gol com Robinho – e que poderia ter sido até mais -, a equipe brasileira sucumbiu. Não foi com a velocidade de seu ataque, mas sim pelo alto, que os holandeses viraram o jogo em Port Elizabeth. Felipe Melo marcou um gol contra aos sete minutos do segundo tempo e Wesley Sneijder, de cabeça, decretou o 2 a 1 que eliminou o time de Dunga na mesma fase em que o pais caíra na Alemanha em 2006. Mas por que nossa seleção perdeu ? Não é por causa de Dunga, Felipe Melo, Júlio César. Não é por causa da Jabulani ou por causa da vuvuzelas. A culpa é da seleção holandesa, que não abateu-se ao levar o primeiro gol e aproveitou o abatimento brasileiro depois de tomar o gol de empate. É... Infelizmente perdemos perdemos, mas ainda somos o país do futebol, e 2014 a copa é nossa e vamos chorar, sim mas de felicidade. Parabéns! A todos os jogadores e pela comissão técnica,vocês são todos guerreiros ! NOTAS

HOLANDA

Maarten Stekelenburg: 6 – Partida segura, sem erros e ainda fez grandes defesas no jogo inteiro. Gregory van der Wiel: 4,5 – Pelo seu lado não conseguiu marcar Robinho e Michel Bastos e ainda levou um amarelo que o deixa fora da semifinal. John Heitinga: 5,5 – Tranquilo, teve uma atuação razoável e ganhou a maioria das bolas pelo alto. Andre Ooijer: 5,5 – Foi escalado no aquecimento e fez um bom jogo – com exceção de uma pixotada mal aproveitada por Kaká. Giovanni van Bronckhorst: 5 – Ocupou bem seu lado do campo e fez uma partida normal. Nigel de Jong: 6 – Melhor marcador da Holanda no meio campo. Levou o amarelo e está fora da semifinal. Mark van Bommel: 5 – Perdeu muitas bolas no meio e estava bem nervoso no começo da partida. Wesley Sneijder: 8 – Foi o nome do jogo. Apesar de um primeiro tempo apagado, no segundo brilhou: cruzou a bola no lance do primeiro gol e marcou de cabeça o segundo. Arjen Robben: 7 – Foi caçado pelos brasileiros em campo, mas não fugiu da partida em momento algum. Participou da jogada no primeiro gol e cobrou o escanteio no gol de Sneijder. Dirk Kuyt: 6 – Boa atuação. Deu trabalho aos zagueiros brasileiros e criou algumas boas chances. Robin van Persie: 5,5 – Quis bater todas as faltas, e mandou todas para fora. Fez um jogo apenas razoável. Klaas-Jan Huntelaar: Sem nota – Entrou aos 39 minutos do segundo tempo.

BRASIL

Júlio César: 4,5 – Fez seu pior jogo na Copa. Falhou feio no lance do primeiro gol holandês, que abriu o caminho para a virada. Maicon: 5 – Na defesa, mais uma vez, foi eficiente, mas no ataque não teve a mesma atuação das outras partidas. Lúcio: 5 – Voltou a ser estabanado em algumas jogadas, mas no geral não teve uma atuação ruim. Juan: 6 – Foi muito bem nos desarmes e mostrou a técnica de sempre em diversas jogadas. Michel Bastos: 5,5 – Fez um bom jogo. Marcou com segurança e teve boas aparições no ataque. Foi substituído no segundo tempo porque já tinha um cartão amarelo. Gilberto: 5 – Entrou para compor o lado esquerdo. Não atacou e também não fez nada demais na defesa. Gilberto Silva: 5,5 – Foi forte na marcação e errou poucos passes. Felipe Melo: 3 – Fez um ótimo primeiro tempo e deu a assistência para o gol de Robinho. No segundo tempo, porém, voltou a ser o jogador medíocre de sempre. No gol contra, a falha maior foi de Júlio César, mas depois foi expulso de maneira lamentável. Daniel Alves: 5 – Se apresentou muito, chamou o jogo, mas não aproveitou as chances criadas. Kaká: 5,5 – O meia brasileiro até que apareceu bastante e deu bons chutes, só que dele sempre se espera muito mais. Robinho: 5,5 – Marcou o gol brasileiro, mas no segundo tempo não apareceu para jogar. Luís Fabiano: 4,5 – Ficou apagado em toda partida, preso entre os zagueiros holandeses. Nilmar: 5 – Entrou no lugar de Luís Fabiano, mas não acrescentou qualquer coisa à partida.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Um Papo Especial

O jornalista Paulo Cobos, enviado da Folha de São Paulo à África do Sul, participou hoje, às 15h, de bate-papo sobre o confronto entre Brasil e Holanda, na sexta-feira, que abre as quartas de final da Copa-2010. Paulo Cobos está na Folha desde 1997. Cobriu as Copas de 2002, na Coreia do Sul e Japão, e 2006, na Alemanha, e acompanha o dia-dia da seleção brasileira desde 2003. Antes, cobria os jogos do tenista Gustavo Kuerten no circuito da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais). Eu mandei várias perguntas e ele respondeu quatro delas que coloco abaixo. Eu:A defesa holandesa é tecnicamente fraca isto poderá deixar a partida mais fácil para a seleção brasileira? Paulo Cobos: Sim concordo. No mano a mano, Luis Fabiano e Robinho devem levar vantagem.
Eu:O Júlio César vem sentindo dores nas costas,isto pode prejudicar o Brasil?
Paulo Cobos:Não creio que essas dores tenham influência no seu desempenho.
Eu:Com a eliminação da seleção local,os sul-africanos torcem para Gana (única seleção africana que continua na Copa) ou torcem para outras seleções?
Paulo Cobos: Sim. Os sul-africanos têm orgulho de uma seleção do continente continuar na Copa. Agora, caso Gana seja eliminada, não tenha dúvidas que o Brasil passará a ser o time preferido.
Eu:Nas últimas semanas,ex-jogadores holandeses que foram eliminados pelo Brasil em Copas anteriores disseram que queriam vingança.Isto pode motivar de que forma as duas seleções?
Paulo Cobos: No futebol atual, qualquer coisinha vira motivo de incentivo. Na minha opinião, tudo isso é bobagem. Ninguém no Brasil vai jogar mais porque o tal do Cocu falou alguma coisa.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Holanda não é bicho de sete-cabeças

Hoje tivemos dois confrontos pela fase de oitavas-de-final da Copa do Mundo. Os dois foram: Holanda 2 x 1 Eslováquia e Brasil 3 x 0 Chile. Com estes resultados foi decretado que teremos um grande clássico nas quartas-de-final: Brasil vs Holanda. Sem dúvida esta será uma grande partida, pois as duas equipes são muito boas e os jogadores excelentes. A imprensa brasileira está praticamente toda dizendo que a Holanda pode/vai ganhar do Brasil, mas não acredito nisso. A Holanda é um time muito rápido e ofensivo. Um time que eu veria com grandes chances de bater a Laranja Mecânica "versão 2010" seria exatamente nossa Seleção Brasileira, que tem uma boa defesa (que neutralizaria o ponto forte holandês) e um bom ataque (que faria a festa em cima de Ooijer e Heitinga). Por isso, torcedor brasileiro acalme-se a Holanda é uma grande seleção, mas não é perfeita. Suas falhas coincidem com pontos fortes do Brasil e sua maior caracteristíca que é o ataque poderia ser bem neutralizado pela excelente defesa brasileira. Por isso, aposto em vitória brasileira.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Pós-Jogo:Holanda 2 x 0 Dinamarca

A Holanda estreou com vitória na Copa do Mundo nesta segunda-feira, ao bater a Dinamarca por 2 a 0 no Soccer City, em Joanesburgo. Mas os três pontos só vieram graças a um gol contra de Simon Poulsen, no início da segunda etapa. Já no fim, Kuyt marcou o segundo da Oranje.
Durante os primeiros 20 minutos de partida, as equipes criaram chances apenas em chutes de longa distância. Aos cinco, Sneijder cobrou falta, por cima do gol de Sorensen. Logo em seguida, a Dinamarca respondeu também em bola parada. Enevoldsen mandou para fora do gol.
Kuyt tentou aos nove, mas chutou para longe. A primeira jogada de criatividade do ataque da Oranje aconteceu aos 19’, quando van Persie deu grande passe para van der Vaart, que foi travado na hora do arremate.
O jogo estava truncado e foi a Dinamarca que criou a melhor chance aos 26 minutos. Após cruzamento de Rommedahl, Bendtner cabeceou fraco e a bola passou perto da trave, pelo lado direito. Aos 33, a Dinamarca puxou contra-ataque rápido e Rommedahl chutou forte, de longe, para defesa segura de Stekenlenburg.

Van Marvijk dá orientações ao time na beirada do campo
Três minutos depois, um novo contra-ataque dinamarquês exigiu mais uma boa defesa do goleiro da Holanda, após batida de Kahlenberg. A Holanda só voltou a assustar no finzinho do primeiro tempo, quando van Persie fez jogada individual no lado direito da área, mas mandou para fora.
O primeiro tempo acabou sem gols. A Holanda teve 60% da posse de bola, mas a Dinamarca foi quem criou chances mais perigosas. Depois de a etapa inicial ter poucas emoções, o segundo começou com tudo.
Antes do primeiro minuto, van Persie cruzou pela esquerda e, na hora de afastar, Simon Poulsen errou a cabeçada e mandou a bola para o gol. Ela ainda desviou em Agger antes de entrar. Foi o primeiro gol contra da Copa do Mundo.
A Holanda quase ampliou aos 13 minutos, após cruzamento rasteiro de van Persie, van der Vaart pegou meio de calcanhar e obirgou Sorensen a fazer grande defesa. Depois do gol, a Dinamarca só conseguiu assustar aos 22 minutos, em um chute de Agger.
Aos 28 minutos, Eljero Elia, que havia entrado na Holanda, fez boa jogada e tocou para van Bommel, que chutou forte, na rede pelo lado de fora. Aos 37 minutos, a Holanda teve grande chance, quando o chute de Sneijder bateu no travessão. Mas, dois minutos mais tarde, Kuyt marcou o segundo da Oranje.

Dirk Kuyt fecha o placar para os holandeses
Elia fez grande jogada pela esquerda do campo, ficou na cara do gol e deu um toque pelo lado de Sorensen. A bola bateu na trave e, na volta, o atacante do Liverpool marcou o gol. O terceiro só não saiu porque Simon Poulsen tirou um gol certo de Afellay, em cima da linha.
A Holanda volta a campo no dia 19, contra o Japão. Os dinamarqueses jogam no mesmo dia, contra a seleção de Camarões.
Ficha Técnica
Holanda 2x0 Dinamarca
Local: Soccer City, Joanesburgo Data: 14/06, segunda-feira Árbitro: Stephane Lannoy (FRA) Público: 83.465 Gols: Simon Poulsen, contra, a 1’/2T e Dirk Kuyt aos 40’/2T (Holanda) Cartões Amarelos: Nigel de Jong e Robin van Persie (Holanda); Simon Kjaer (Dinamarca) Holanda 1-Maarten Stekelenburg; 2-Gregory van der Wiel, 3-John Heitinga, 4-Joris Mathijsen e 5-Giovani van Bronckhorst; 6-Mark van Bommel e 8-Nigel de Jong (14-Demy de Zeeuw aos 43’/2º); 7-Dirk Kuyt, 10-Wesley Sneijder e 23-Rafael van der Vaart (17-Eljero Elia aos 21’/2º) ; 9-Robin van Persie (20-Ibrahim Afellay aos 32’/2º). Técnico: Bert van Mawijk.
Dinamarca 1-Thomas Sorensen; 6-Lars Jacobsen, 3-Simon Kjaer, 5-Daniel Agger e 15-Simon Poulsen; 20-Thomas Enevoldsen (8-Jesper Gronkjaer aos 10’/2º), 2-Christian Poulsen, 12-Thomas Kahlenberg (21-Christian Eriksen aos 27’/2º) e 10-Martin Jorgensen; 19-Dennis Rommedahl e 11-Nicklas Bendtner (17-Mikkel Beckmann aos 16’/2º). Técnico: Morten Olsen.
NOTAS
HOLANDA
Maarten Stekelenburg: 5,5 – Foi exigido algumas vezes no primeiro tempo e deu conta do recado. Gregory van der Wiel: 5 – Participou bastante do jogo e fez bem o feijão com arroz. Atrás, deixou muitos espaços. John Heitinga: 5,5 – Partida normal, sem comprometer. Joris Mathijsen: 5,5 – Na média. Não foi muito exigido. Giovani van Bronkhorst: 4,5 – Pouco chegou no ataque e também deixou a desejar na marcação. Mark van Bommel: 5,5 – Bem na marcação e em algumas chegadas ao ataque. Nigel de Jong: 5,5 – Foi bem, sem comprometer o time e sem aparecer tanto. Dirk Kuyt: 6 – Foi importante para o time, com chutes, boa movimentação e um gol. Wesley Sneijder: 6 – Sempre se espera mais dele, mas foi bem e quase fez um gol em chute que bateu no travessão. Bom segundo tempo. Rafael van der Vaart: 6 – Teve suas chances e quase marcou um golaço. Robin van Persie: 6 – Habilidoso na frente e com bons passes para os companheiros. Faltou seu golzinho. Eljero Elia: 6 – Entrou muito bem no segundo tempo e participou diretamente no segundo tempo. Ibrahim Afellay: 5.5 – Entrou no fim segundo tempo e quase marcou um gol. Demy de Zeeuw: Sem nota – Entrou no fim do jogo.
DINAMARCA
Thomas Sorensen: 5 – Não comprometeu nos gols, mas também não fez nenhuma grande defesa. Lars Jacobsen: 4,5 – Não jogou mal, mas tomou um olé da Jabulani no segundo gol da Holanda. Simon Kjaer: 4,5 – Bateu mais do que manda o script. Daniel Agger: 4 – Participou na trapalhada no primeiro gol da Holanda. Simon Poulsen: 3,5 – Salvou um gol em cima da linha, mas seu gol contra no começo do segundo tempo comprometeu a Dinamarca. Thomas Enevoldsen: 5 – Tentou alguns chutes mais perigosos e foi substituído na segunda etapa. Christian Poulsen: 4,5 – Também anda batendo mais do que deve. Thomas Kahlenberg: 5,5 – Teve algumas participações importantes. Martin Jorgensen: 5 – Apareceu no primeiro tempo. Mas tem de participar mais. Dennis Rommedahl: 5,5 – Fez um primeiro tempo muito bom, mas sumiu na etapa final Nicklas Bendtner: 5 – A bola chegou pouco, mas até conseguiu levar perigo no primeiro tempo. Jesper Gronkjaer: 5 – Quase não participou do jogo. Entrou na segunda etapa. Mikkel Beckmann: 5 – Entrou no segundo tempo e pouco fez. Christian Eriksen: 5 – Tem futuro. Mas quase não apareceu nesse jogo depois que entrou.

domingo, 13 de junho de 2010

Pré-Jogo:Holanda vs Dinamarca

Robben (11) que desfalca a equipe na primeira partida,Sneijder (10) e Van Persie (ao fundo) são os destaques da seleção holandesa
A Holanda entra em campo pela primeira vez nesta Copa do Mundo nesta segunda-feira, contra a Dinamarca, no estádio Soccer City, em Joanesburgo, para tentar confirmar o favoritismo que cerca a seleção pelo bom futebol apresentado nos últimos meses. A equipe comandada por Bert van Mawijk tem jogadores que se destacaram na temporada, como os meio-campistas Rafael van der Vaart, do Real Madrid, Wesley Sneijder, campeão da tríplice coroa com a Internazionale, e Arjen Robben, do Bayern de Munique. No ataque, Robin van Persie, do Arsenal, perdeu boa parte da temporada machucado, mas voltou jogando bem nos amistosos antes da Copa. Dirk Kuyt, do Liverpool, é um jogador dedicado e que ganhou a confiança do técnico da Oranje. A Holanda enfrentará a Dinamarca,uma equipe regular mas que conta com jogadores que podem surpreender como o zagueiro Agger,o meia Jorgensen e o experiente atacante Tomasson.A equipe terá o desfalque de um de seus principais jogadores o atacante Bendtner. Espero um jogo em que a Dinamarca jogará fechada enquanto a Holanda jogará o jogo inteiro atacando a equipe dinamarquesa,por isso aposto em uma alta vitória holandesa:4 a 1,gols de Sneijder,Van Persie (2) e Kuyt.
Ficha Técnica
Local: Soccer City, Joanesburgo Data: 14/06, segunda-feira Horário: 8h30 Árbitro: Stephane Lannoy (FRA)
Holanda 1-Maarten Stekelenburg; 2-Gregory van der Wiel, 3-John Heitinga, 4-Joris Mathijsen e 5-Giovani van Bronkhorst; 6-Mark van Bommel e 8-Nigel de Jong; 7-Dirk Kuyt, 10-Wesley Sneijder e 23-Rafael van der Vaart; 9-Robin van Persie. Técnico: Bert van Mawijk.
Dinamarca 1-Thomas Sorensen; 6-Lars Jacobsen, 3-Simon Kjaer, 5-Daniel Agger e 23-Patrick Mtiliga; 19-Dennis Rommedahl, 7-Daniel Jensen, 14-Jakob Poulsen e 10-Martin Jorgensen; 9-Jon Dahl Tomasson e 18-Soren Larsen. Técnico: Morten Olsen.