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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Contos e Crônicas: México 70 por Armando Nogueira

Abaixo você pode ler uma excelente crônica do mestre Rmando Nogueira falando da Copa do Mundo de 70. Confiram:

México 70 - E as palavras, eu que vivo delas, onde estão? Onde estão as palavras para contar a vocês e a mim mesmo que Tostão está morrendo asfixiado nos braços da multidão em transe? Parece um linchamento: Tostão deitado na grama, cem mãos a saqueá-lo. Levam-lhe a camisa levam-lhe os calções. Sei que é total a alucinação nos quatro cantos do estádio, mas só tenho olhos para a cena insólita: há muito que arrancaram as chuteiras de Tostão. Só falta, agora, alguém tomar-lhe a sunga azul, derradeira peça sobre o corpo de um semi-deus.

Mas, felizmente, a cautela e o sangue-frio vencem sempre: venceram, com o Brasil, o Mundial de 70, e venceram, também, na hora em que o desvario pretendia deixar Tostão completamente nu aos olhos de cem mil espectadores e de setecentos milhões de telespectadores do mundo inteiro.

E lá se vai Tostão, correndo pelo campo afora, coberto de glórias, coberto de lágrimas, atropelado por uma pequena multidão. Essa gente, que está ali por amor, vai acabar sufocando Tostão. Se a polícia não entra em campo para protegê-lo, coitado dele. Coitado, também, de Pelé, pendurado em mil pescoços e com um sombrero imenso, nu da cintura para cima, carregado por todos os lados ao sabor da paixão coletiva.

O campo do Azteca, nesse momento, é um manicômio: mexicanos e brasileiros, com bandeiras enormes, engalfinham-se num estranho esbanjamento de alegria.

Agora, quase não posso ver o campo lá embaixo: chove papel colorido em todo o estádio. Esse estádio que foi feito para uma festa de final: sua arquitetura põe o povo dentro do campo, criando um clima de intimidade que o futebol, aqui, no Azteca, toma emprestado à corrida de touros.

Cantemos, amigos, a fiesta brava, cantemos agora, mesmo em lágrimas, os derradeiros instantes do mais bonito Mundial que meus olhos jamais sonharam ver. Pela correção dos atletas, que jogaram trinta e duas partidas, sem uma só expulsão. Pelo respeito com que cerca de trezentos profissionais de futebol se enfrentaram, músculo a músculo, coração a coração, trocando camisas, trocando consolo, trocando destinos que hão de se encontrar, novamente, em Munique 74.

Choremos a alegria de uma campanha admirável em que o Brasil fez futebol de fantasia, fazendo amigos. Fazendo irmãos em todos os continentes.

Orgulha-me ver que o futebol, nossa vida, é o mais vibrante universo de paz que o homem é capaz de iluminar com uma bola, seu brinquedo fascinante. Trinta e duas batalhas, nenhuma baixa. Dezesseis países em luta ardente, durante vinte e um dias — ninguém morreu. Não há bandeiras de luto no mastro dos heróis do futebol.

Por isso, recebam, amanhã, os heróis do Mundial de 70 com a ternura que acolhe em casa os meninos que voltam do pátio, onde brincavam. Perdoem-me o arrebatamento que me faz sonegar-lhes a análise fria do jogo. Mas final é assim mesmo: as táticas cedem vez aos rasgos do coração. Tenho uma vida profissional cheia de finais e, em nenhuma delas, falou-se de estratégias. Final é sublimação, final é pirâmide humana atrás do gol a delirar com a cabeçada de Pelé, com o chute de Gérson e com o gesto bravo de Jairzinho, levando nas pernas a bola do terceiro gol. Final é antes do jogo, depois do jogo — nunca durante o jogo.

Que humanidade, senão a do esporte, seria capaz de construir, sobre a abstração de um gol, a cerimônia a que assisto, neste instante, querendo chorar, querendo gritar? Os campeões mundiais em volta olímpica, a beijar a tacinha, filha adotiva de todos nós, brasileiros? Ternamente, o capitão Carlos Alberto cola o corpinho dela no seu rosto fatigado: conquistou-a para sempre, conquistou-a por ti, adorável peladeiro do Aterro do Flamengo. A tacinha, agora, é tua, amiguinho, que mataste tantas aulas de junho para baixar, em espírito, no Jalisco de Guadalajara.

Sorve nela, amiguinho, a glória de Pelé, que tem a fragrância da nossa infância.

A taça de ouro é eternamente tua, amiguinho.

Até que os deuses do futebol inventem outra.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Fut Writer Entrevista (Outubro): Rodrigo Bueno



O entrevistado desse mês para o quadro Fut Writer Entrevista é o comentarista dos canais ESPN e colunista da Folha de São Paulo: Rodrigo Bueno.






1-Rodrigo, você sempre sonhou em ser jornalista? Conte um pouco paraa nós como e quando começou sua relação com o jornalismo.
Não sonhava com isso não, queria ser jogador de futebol e, talvez, escritor. Sempre gostei de escrever, mas não sabia ao certo que tipo de trabalho com comunicação faria. Prestei vestibular para jornalismo, publicidade, relações públicas, psicologia... O jornalismo era o que mais me encantava disso tudo e foi o que abracei. Não posso mais ser jogador de futebol, porém estou trabalhando para virar escritor.
2-Seu avô materno, Manuel Guerra y Guerra, ajudou a fundar e jogou no Galícia Esporte Clube, equipe de futebol de Salvador-BA. Ele que o fez gostar de futebol? Se não conte um pouco quando começou a gostar desse grandioso esporte.
Meu vô não é muito ligado em futebol, mas estava na Bahia no início dos anos 30 e seus amigos de padaria fundaram o Galícia. Ele até pegou no gol do time em amistosos que não aparecem na lista de primeiros jogos da equipe. Como é galego, teve orgulho em contribuir para a fundação da equipe, que teve muito sucesso nos anos 30. Depois, meu vô veio para São Paulo e perdeu contato com os amigos do Galícia. Ele torce pelo Celta de Vigo e pelo Real Madrid, da Espanha. Por causa dele, tenho simpatia por esses dois times e pelo Galícia. Ele hoje tem 96 anos e, vez oo outra, assistimos a jogos juntos, ele curte bastante. Especialmente os jogos do Real Madrid ou do Campeonato Espanhol procuro ver com ele, quando é possível. Em São Paulo, ele torce pelo Santos, e não por causa do Pelé. Ele gostou do time campeão paulista de 1935, o ''campeão da técnica e da disciplina". Eu fui praticamente orbigado a ser são-paulino por conta do meu pai, esse sim um fanático. Meu vô é mais esportista, vê jogos de todos os times, elogia todos. Meu pai vive com coisas do São Paulo todos os dias e influenciou os filhos. Dos times grandes do Brasil, meu primeiro é o São Paulo, e o segundo é o Santos. Isso casa bem com minha adoração por clubes de grande tradição internacional. Torço para vários mundo afora: Ajax, Liverpool, Milan, Benfica, Bayern, Independiente, Peñarol...

3-Fica claro de que você gosta e acompanha mais o futebol internacional do que o nacional. Quando e como voê começou a acomapnhar e gostra tanto assim do futebol internacional?
Começou nos anos 80 com as transmissões do Campeonato Italiano. Virei fã do Milan muito por conta de Gullit e Van Basten. Enquanto quase todos no Brasil torciam pelo Napoli por causa de Maradona e Careca, eu vibrava com o rubro-negro dos holandeses. Logo fiquei interessado em acompanhar a seleção laranja. Vi a Eurocopa de 1988 torcendo pela Holanda e fui coroado com o título. Quando o Van Basten marcou aquele golaço na final contra a URSS, prometi que torceria para sempre pela Holanda. Mantenho a promessa. 

4-O futebol inglês vem sofrendo um constante processo de globalização.Isso ajuda ou atrapalha o futebol inglês, em relação ao English Team e aos jogadores locais?
Vejo essa situação de duas formas diferentes. É óbvio que os jogadores ingleses perderam espaço nos clubes britânicos com a globalização da liga, tanto que uma regra adotada na Premier League deste ano visa estimular a contratação de atletas locais pelos times. Porém vejo que essa globalização melhorou o nível do jogo em muitos casos. Temos muitos bons atletas ingleses, talvez um pouco influenciados por esse estilo mais solto que forasteiros, como o técnico francês Arsène Wenger, trouxeram para a terra da rainha. Hoje, há uma mescla de estilos no futebol inglês. Encontramos desde o velho e tosco estilo britânico de ligação direta e chuveirinho até equipes altamente técnicas e sofisticadas, como Arsenal, Chelsea e Manchester United. Para a liga, isso é bem bacana, só a ajudou a ser a mais badalada do planeta. Para a seleção inglesa, a julgar pelos resultados, essa globalização não foi boa, porém acho que são outros motivos que explicam os fracassos recentes do English Team. Não dá para dizer que faltam bons jogadores ingleses para a seleção vendo Lampard, Gerrard, Terry, Rooney, A. Cole. J. Cole, Walcott, Ferdinand...

5-Você já cobriu 4 Copas do Mundo, sendo 3 delas no exterior. Com isso sabe bem os processos que as sedes passarma para organizar a Copa. Com toda essa sua experiência, acredita que o Brasil pode sediar bem a Copa de 2014?
Pode sim, organizar uma Copa não é tarefa difícil. São relativamente poucos jogos. O país não muda tanto com o torneio em si. A competição é montada para a TV, assim quem está no estádio é uma minoria que pouco interessa para os organizadores. Garantias básicas e mínimas fazem uma Copa acontecer. A Fifa extrapola em suas exigências para estádios, mas a bola rola e já rolou em muitas arenas simples. O caderno de encargos é um tanto quanto fantasioso. Se o Brasil não atender a muitas das medidas impostas ali, algo que já aconteceu em outros Mundiais, a Copa vai acontecer do mesmo jeito no Brasil e pronto. Copa é muito vontade política. Tinha que ser na África e foi. Tem que ser no Brasil e será. Teve que ser na Ásia e foi. Teve que ser nos EUA e foi. Cada um com seus problemas, limitações e culturas, realizou seu Mundial sem maiores questionamentos. Será assim no Brasil também.

6-Você já esteve em estádios tanto brasileiros tanto estrangeiros, quais são as diferenças que niniguém nota, mas que são grandes em relações aos dois?
Os estádios brasileiros, de uma forma geral, são grandiosos e velhos. Foram construídos numa época em que o propósito era aglomerar o maior número possível de pessoas. Não é à toa que muitos dos nomes dos nossos estádios terminam com ''ão". O conforto não era prioridade desses estádios, e sim erguer um cimentão para abrigar milhares e milhares de pessoas quase como se fossem gado. Nos últimos anos, esses estádios já começaram a rever suas prioridades, reduziram sensivelmente suas capacidades iniciais e se modernizaram, ganharam camarotes, assentos e ficaram bem mais próximos das boas arenas de outros países. Talvez o que ainda seja uma diferença é o comportamento do torcedor, acostumado ainda aqui a ver jogos de pé e a não respietar seu local marcado. Alguns detalhes que deixam os estádios mais requintados, notadamente cobertura e teão, são ainda raridade no Brasil. Isso deverá mudar na Copa de 2014.  



7-Qual é o profissional ligado ao jornalismo esportivo que você mais admira?
Tem muita gente boa, cada um com uma qualidade, um estilo, um jeito diferente. Gostaria de ter um pouco do que cada um tem de bom (mesmo os muito bons têm seus defeitos, e mesmo os ruins têm alguma qualidade). Para não citar muitos nomes, vou dizer que invejo muito o PVC pela sua memória, pelo seu conhecimento e por sempre procurar fazer a coisa certa. É um jornalista do bem que buscou se aprimorar, evoluir. E conseguiu. Não é só uma encicloplédia hoje. Ele apura e muito as informações, está sempre buscando a verdade, os bastidores, escuta todos os lados, não se prende a nenhum lado. Amadureceu como jornalista.   



8-Você gosta/acompanha outros esportes ou só o futebol?
Acompanho sim, quase todos. Sou apaixonado por esporte, tenho uma irmã que é professora de educação física que desde cedo me levou a pistas de atletismo, piscinas etc. Sou um cara que adoro competição, seja lá do que for. Na ESPN, assisto quase tudo e me divirto com quase tudo. Fiz educação física na USP também e aprendi a valorizar todo tipo de atividade esportiva. É das melhores coisas que há na vida. Não sabia se trabalharia com jornalismo, mas tinha certeza de que trabalharia com esporte. 



9-Os jornalistas ligados ao esporte podem torcer para um time mesmo tendo o compromisso de ser transparente?Qual seu time favorito no Brasil e na Europa?
Bom , acho que já te contei quais são meus principais times, mas tem mais um monte: Juventus (paulistano), Oita Trinita, Cienciano, Dínamo de Kiev... Eu pego simpatia por muitos times por gostar de algum jogador, da cidade, da história do clube, de ter algum amigo querido que o curte. É algo saudável gostar de uma equipe. E o jornalista esportivo tem time também, como qualquer amante do esporte. Normalmente, é a paixão por um clube que faz com que alguém se interesse por futebol, pelo esporte. Entendo os jornalistas que não revelam seus times, só acho bobagem ficar mentindo que torce pelo Ximbiquinha quando na verdade é torcedor de um clube famoso. Omitir é uma coisa, mentir é outra. Eu não forço a barra com meus trocentos times, pois a adoração pelo futebol internacional me levou para isso. Eu gosto de torcer, seja em qualquer situação. Via a NBA e torcia pelo Jordan, pelos Bulls. Via NFL e era 49ers. É mais legal ver uma competição e torcer por alguém, você se envolve mais. Mesmo que estejam jogando times pelos quais não simpatizo, costumo ter uma leve tendência por um deles. Muitas vezes acabo torcendo para um técnico ou para um jogador legal se darem bem. E às vezes acontece o contrário também. Não consigo deixar de torcer contra determinadas pessoas em determinados momentos. 

 
10-Deixe uma dica para nós todos que sonhamos em ser jornalista.
Não desista. Corra atrás de seus sonhos, de seus objetivos. Na vida, a coisa mais importante é ser feliz, realizado. Se você sabe o que quer, se dedique ao máximo nesse sentido e trabalhe para realizar sua felicidade.  

 
11-Obrigado pela entrevista. Deixe um recado aos leitores do blog Fut Writer.






Um abrááááááááááááááááço!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Time da Semana: Tottenham, um gigante que “acordou”


Grande clube, fundado no ano de 1882 a partir de um time de críquete. O Tottenham tomou dimensões jamais imaginadas, chegando até a conquistar por duas vezes a Liga dos Campeões (1950-51 e 1960-61). Sendo que no segundo título, foi a terceira equipe da história a conseguir um “double”, vencendo também a Copa da Inglaterra.
Um time que contou com craques como Jimmy Greaves, Glen Hoddle, Paul Gascoingne, Alan Sheare, etc.
Nesta temporada, os “Spurs”, como são conhecidos, estão disputando a Liga dos Campeões. Isso depois de um longo período sem chegar a máxima competição, cerca de 45 anos.
Na última temporada, a equipe treinada pelo inglês Harry Redknepp, ficou na quarta colocação atrás do campeão Chelsea, do Manchester United e do Arsenal. A vaga veio merecidamente,pois o time é realmente bom, cotando com jogadores como Gomes, Ledley King, Gareth Bale, Jermain Defoe, Peter Crouch, hoje, Rafael Van Der Vaart, etc.
Durante todo o campeonato, especialmente no returno, a briga pela quarta vaga supostamente ficaria entre o milionário Manchester City e o bom Tottenham. Sobretudo com uma repentina queda de produção do Aston Villa. Foi exatamente o que aconteceu. No fim do campeonato aconteceu o confronto direto e decisivo entre as equipes. E os “Spurs” levaram a melhor.
Atualmente, a equipe se encontra no grupo A da Champions, juntamente com Internazionale, Twente e Werder Bremen.
O começo de campeonato não está sendo tão bom assim, mas o time tem tudo para deslanchar e brigar mais um vez no “top four”.
Redknapp já vem até sendo cotado para assumir a seleção inglesa, após a saída do italiano Fabio Capello. Jovens nomes como o do galês Gareth Bale, que inclusive é pretendido pelo Real Madrid e o zagueiro inglês Michael Dawson fazem a diferença nesta equipe.
Sem mencionar os excelentes, Modric, Lennon, Huddlestone, Jenas e agora o brasileiro Sandro.
O Tottenham Hotspurs é uma equipe muito tradicional e que merece ser respeitada como tal. Hoje em dia, poucos aqui no Brasil conhecem, justamente pelo “jejum” de competições europeias na atualidade, mas agora, com a visibilidade dos “Spurs”, tudo muda.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Elevador: o sobe-desce do esporte nesse fim de semana

D' Alesandro- O meia argentino jogou muito, mais uma vez, e sem dúvida foi o principal responsável pela vitória do Inter sobre o Corinthians nesse fim de semana.

Roma- A equipe venceu na raça, com direito a gol no último minuto de Vucinic, o clássico ante a Inter de Milão.

Palmeiras- O Verdão venceu bem o Flamengo, no Engenhão, e já acumula 2 vitórias seguidas. Eu sei que é pouco, mas seria uma arrancada pintando?

Fernando Alonso- O piloto espanhol venceu a corrida de Cingapura neste fim de semana e entrou de vez na briga pelo título do Mundial de Pilotos.

São Paulo- A equipe foi HUMILHADA pelo Goiás, esta rodada e o pior o jogo foi no Mrumbi.

Seleção Brasileira Feminina de Basquete- A seleção faz campanha VERGONHOSA no Mundial Feminino de Basquete

Grandes Ingleses- Não é possível acreditar que nenhuma equipe grande inglesa tenha vencido essa rodada na Premier League?

Coluna do Felipe: A globalização no futebol inglês só atrapalha o English Team


Neste sábado, estava eu de manhã em casa assistindo a mais um rodada do Campeonato Inglês. A partida era West Bromwich x Arsenal no canal pago ESPN Brasil. No iníco do jogo, os narradores e comentaristas ressaltaram um fato importante menos de 50% dos jogadores em campo não eram ingleses. Isto ajuda a entender as constantes más atuações do English Team em suas últimas partidas e na Copa do Mundo deste ano.

O futebol inglês vem passando por uma constante globalização, inclusive nas divisões inferiores. Este fator acontece principalmente pelo fato da constante venda das equipes para milionários e grupos de investidores. Com eles investindo o dinheiro onde eles quiserem. Com isso muitas vezes as equipe vão buscar jogadores de fora da Inglaterra, principalmente pelo excesso de capital.

Com a grande busca de jogadores estrangeiros com certeza a motivação dos jogadores locais cai, com isso também ajuda a cair a sua capacidade, formando jogadores de uma qualidade não muito grande. Com isso a qualidade da seleção nacional de futebol automaticamente cai.

Agora veremos, dia 8, a Inglaterra tem jogo pela Eliminatórias da Euro-2012, veremos como a equipe irá se comportar.

domingo, 26 de setembro de 2010

Diário dos Esportes: No máximo as oitavas


Estamos tendo o Mundial de Basquete Feminino na República Tcheca com a ilustre participação da seleção brasileira.

Nossa seleção está fazendo uma campanha literalmente pífia. A equiper perdeu a primeira partida para a fraca seleção da Coreia do Sul, sofreu para vencer a fraquissíma seleção de Mali e ontem, tomou um "pau" sa seleção da Espanha.

A equipe brasileira só conseguiu a vaga para fase de oitavs-de-final pelo fato do regulamento da competição que só não classifica as 4 piores seleções da competição e como Mali está no grupo do Brasil a seleção conquistou a vaga.

Agora infelizmente teremos que ver a nossa seleção sendo humilhada na fase de oitavas-de-final. Isso só serve para mostrar a várzea do basquete brasileiro.

Nossas equipes, tanto feminina quanto masculina, possuem excelente jogadores e uma excelente comissão técnica. Mas por que a equipe não é uma das melhores do mundo? Pelo fato da falta de interesse da CBB nas seleções. Para a CBB não faz diferença nenhuma o Brasil ser campeão mundial ou ser eliminado na primeira fase. Para eles é a mesma coisa!

Por isso se a mentalidade da Confederação mudar sem dúvida as seleções tem tudo para serem uma das principais equipes do basquete mundial.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Fut Writer Entrevista: Milton Leite


Para o quadro Fut Writer Entrevista do mês de setembro entrevistei o narrador do Sportv e do PFC Milton Leite, confira a entrevista abaixo:

Negrito: Felipe Ferreira
Normal: Milton Leite


1-Você sempre quis ser narrador?Como e quando surgiu esta ideia?
Na verdade, nunca pensei nisso, no começo de carreira. Queria ser jornalista porque sempre gostei de escrever. Minha intenção era trabalhar em jornal. E foi ali que minha carreira começou. Depois veio o rádio, que me levou para a TV. Tudo sem programar.

2-Qual o jogo mais memorável que você narrou?E o lance mais inusitado?
São muitos, difícil relacionar um só. Mas já foram duas finais de Copa do Mundo, são os que ficam mais marcados. Mas a cada ano sempre acontecem cinco, seis, dez jogos memoráveis.

3-Qual o narrador/comentarista que você mais admira?
É muita gente. Já trabalhei com Tostão, Casagrande, PVC, José Trajano, Maurício Noriega, Lédio Carmona... Difícil escolher um só. Sem falar em outras modalidades esportivas: Lula Ferreira, José Roberto Guimarães, José Carlos Brunoro, Branca, Wlamir Marques, Zé Boquinha, Ricardo Prado, Lauter Nogueira... Só craque!

4-Você já escreveu dois livros ("As Maiores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos" e "Os 11 Maiores Centroavantes do Futebol Brasileiro"). Conte um pouco como foi a experiência em escrever os dois livro.
Foi a realização de um sonho, porque sempre escrever livros. Como não tive talento para escrever ficção, fiquei muito feliz quando a Editora Contexto me ofereceu a oportunidade de escrever esses dois trabalhos.

5-Você esteve na África do Sul para transmitir a Copa do Mundo deste ano.Diga como foi participar de um evento tã grandioso como este.
Pra mim não foi novidade, porque foi a minha terceira Copa do Mundo., Essa foi mais divertida porque o país tem muitas características interessantes, viajei muito, fiz muitos jogos em estádios... Foi mais um grande momento da minha carreira.

6-Na sua opinião,quem é o maior jogador brasileiro na atualidade?
Paulo Henrique Ganso.

7-Tirando o futebol,qual seu esporte favorito?
Joguei vôlei muito tempo, mas gosto de transmitir também atletismo, natação, basquete.

8-Você acredita que a Copa-2014 e as Olimpíadas-2016 podem ser bem feitas pelo Brasil?
Poder, podem. Mas tenho muita desconfiança do que será feito com o dinheiro público e da nossa capacidade de organização e construção de eventos como esses.

9-Estamos vivendo um período de renovação na Seleção Brasileira.Você gostou da atuação da seleção no primeiro amistoso sobre o comando de Mano Menezes?
Gostei, acredito que o Mano poderá fazer um belo trabalho à frente da seleção brasileira. É um técnico preparado para o desafio. Foi legal ver tantos jovens e uma seleção jogando para frente. Mas foi só o primeiro jogo, é preciso ter cautela com as análises porque ainda tem muita coisa para acontecer.

10-Sua marca registrada são seus bordões(Que beleza,a batida,etc).Como veio a ideia de utilizá-los nas transmissões?
Na verdade nunca preparei  nada, nem inventei nada. São coisas que eu sempre falei no meu dia-a-dia ou que amigos meus falavam. Foram sendo incorporadas naturalmente nas minhas narrações. Se não fosse assim ficaria forçado e não faria sucesso.

11-Muito obrigado pela entrevista.Deixe um recado aos leitores do blog Fut Writer.
Agradeço todos a atenção e a oportunidade de me comunicar com os eltiores, um grande abraço.


Novo Espaço: Fut Writer Entrevista

A partir deste mês teremos um novo quadro no blog é o Fut Writer Entrevista. Haverá entrevistas uma vez por mês, sempre com pessoas ligadas ao esporte.

O entrevistado deste mês é o narrador dos canais Sportv, Milton Leite.

Ainda estou decidindo o entrevistado do próximo mês mas quando decidir direi para vocês e uqem quiser mandar perguntas (registro com créditos) basta enviar um email para mim (felipepf97@gmail.com), uma reply no Twitter (@felipepf10) ou se não basta comentar este post colocando alguma forma de contato para conversar mais tarde sobre a pergunta ou se não aguarde a postagem do entrevistado do próximo mês (informando quem é) e comente ela.

Golaço do Dia: Basílio (Corinthains 1 x 0 Ponte Preta- 1977)

O gol desta semana é para comemorar o centenário corinthiano. O gol é o de Basílio na final do Campeonato de 1977. Abaixo está o vídeo do gol com a narração do grande Osmar Santos e mais abiaxo tem minha narração do gol. Confiram!



sábado, 28 de agosto de 2010

A Prancheta: Fluminense

O time que escalarei esta semana será o badalado Fluminense de Deco, Belletti, Conca, Emerson, Fred e cia. Escalei a equipe com Belletti e Fred, apesar deles estarem machucados. Vamos ao time:

Football Fans Know Better

O esquema é uma variação do 4-4-2 (em números um 4-1-1-2-2). 

Belletti neste esquema faz uma função de volante que apoia bem ao ataque enquanto Diguinho possui preoucupação maior em marcar. Deco e Conca ficam com a responsabilida juntamente com Belletti em auxiliar na armação das jogadas e apoiar o ataque. A principal diferença entre Deco, Conca e Belletti é que Belletti tem uma preoucupação maior em marcar.

Obs: O uniforme do esquema não ficou parecido com o do Fluminense pois o arquivo de uniformes do site não possuia um mais parecido espero que entendam quando isto acontecer em outros casos.

sábado, 21 de agosto de 2010

A Prancheta: Real Madrid

A equipe que montarei esta semana será o Real Madrid.

Lembrando que montarei a equipe já com os recém-contratados: Özil, Dí Maria e Khedira. Mas, montarei sem Kaká que está machucado.

Football Fans Know Better

Olhando de cara, parece um esquema muito ofensivo,mas não é. Pois os dois volantes voltam para marcar, e fazem esta função muito bem.

No esquema que montei me inspirei na Hungria de 1954, pois no meu esquema assim como na Hungria temos um atacante que volta para buscar jogo (Hidegkuti na Hungria e Higuaín no Real) e dois pontas eum meia que armam e atacam ao mesmo tempo.

Mas acredito que dificilmente José Mourinho usará um esquema tão ofensivo como este, mas se usasse seria muito complicado vencer o Real Madrid.

sábado, 7 de agosto de 2010

A Prancheta: Atlético-MG

O time que irei montar esta semana na coluna é o Atlético-MG. O esquema utilizado foi um 4-3-3 bem ofensivo. Vamos ao time:


Football Fans Know Better
 
As maiores dúvidas foram na lateral-esquerda (Leandro ou Fernandinho) e no ataque (Obina ou Neto Berola). Escolhi Leandro por gostar mais de seu futebol, mas Fernandinho também é boa opção pelo fato de ser muito bom na bola parada. Quanto ao ataque optei por Obina pois acho que ele desempenharia um excelente papel como pivô sem contar que ele é matador.
 

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Time da Semana: Lille (França)



Nome Completo: Lille Olympique Sporting Club Métropole
Fundação: 1944
Estádio/Capacidade: Stadium Lille Metropole/18.185
Títulos: 1 Copa Intertoto da Uefa, 2 Nacionais 1ª Divisão, 4 Nacionais 2ª Divisão e 5 Copas da França




O time desta semana é o Lille da França, o escolhi por indicação de um amigo. E por ser uma equipe da qual admiro muito.

Após sua fundação, que foi a fusão de dois clubes ativos no futebol francês, Olympique Lillois e SC Fives, o sucesso do Lille foi instantâneo. Logo na sua primeira participação no certame nacional, foi campeão. Ainda em 1945-46, conquistou sua primeira Copa da França, título que conseguiria nos dois anos seguintes, estabelecendo um recorde de três conquistas consecutivas, junto ao Red Star.

Nos anos seguintes, fixou-se nas primeiras posições do Campeonato Francês, sendo vicecampeão quatro vezes seguidas. Seu segundo título veio em 1953-54, em meio a duas conquistas da Copa da França.

Assim como o sucesso, a queda foi rápida. Passou pouco mais de vinte anos alternando entre as divisões inferiores do país e a elite. Mesmo com seu retorno em definitivo, não conseguiu fazer mais boas campanhas em quaisquer competições.

No final dos anos 1990, sofreu outro rebaixamento, conseguindo voltar em 1999-2000. No século XXI, vem dando sinais de que seu sucesso está retornando, com três participações na Liga dos Campeões da UEFA e boas campanhas na Ligue 1.

CURIOSIDADE

Desde a temporada 2003-2004 o Lille termina ao menos entre as 10 primeiras posições do Campeonato Francês.

Uniforme 1


Uniforme 2 

PRINCIPAIS JOGADORES- ELENCO ATUAL

Eden Hazard, a grande promessa 
Gervinho  
Tulio De Melo, o matador

PRINCIPAIS JOGADORES- HISTÓRIA

Abedi Pelé (1988-1990)
Patrick Kluivert (2007-2008) 
Michel Bastos (2006-2009)

HINO

Achei esse vídeo dos torcedores cantando o hino do clube, confiram:




terça-feira, 3 de agosto de 2010

Contos e Crônicas: O gol da ressureição

Em 31 de maio de 1991, a Zero Hora publicava a crônica "O gol da ressureição", assinada por Armando Nogueira. Ele exaltava o bom futebol de Raí no São Paulo campeão brasileiro, e de Júnior no Flamengo, e abordava também outros assuntos relacionados àquele ano. Releia:

O gol da ressureição
Armando Nogueira

Se, por milagre dos deuses, o velho Nenem Prancha tivesse descido à terra brasileira, nos últimos dias deste ano penoso, certamente que o inefável filósofo do futebol estaria, hoje, tornando aos céus pra lá de contente.

Ele teria visto o galante Rai empolgar a multidão do estádio com esplendor de seu futebol: Rai pintou um arco-íris no horizonte do Morumbi. Nenem Prancha teria visto, ainda, o Maracanã todo prosa, olhos fitos nos cabelos brancos de Júnior, que, à beira dos 40 anos, anda jogando o futebol de príncipe com que sonham todas as bolas deste mundo: cada fio de cabelo branco é um passe certo que Júnior deu na vida.

Viveu, enfim o futebol um desfecho de temporada realmente memorável em que nada faltou nas grandes decisões: jogos vistosos, lealdade na luta, ânimo ofensivo, dribles insolentes, passes comoventes e gols da melhor invenção brasileira: gols de sem-pulo, gol de cabeça, gol de tabelinha, e até o sempre querido gol sem-querer. Só não se fez mesmo foi gol de bicicleta: e não se fez porque, como é público e notório, a Casa do Pedro tinha acabado de vender toda a frota nacional ao Ministério da Saúde.

Só não se fez gol de bicicleta porque o Ministério da Saúde tinha comprado todas

E pensar que terminou assim, triunfalmente, um ano que transcorria debaixo do mais alarmante baixo astral.

Em dado momento, cheguei a temer pela sorte do futebol, tal a degradação a que a estupidez humana estava arrastando os valores do jogo mais apaixonante do mundo. A falta de ética que afeta a vida pública brasileira invadiu os estádios, subvertendo todos os códigos de conduta dentro e fora do campo. Em vez do drible, um pontapé; em vez de um passe, um cachação. Era a lei da selva escancarando a pusilanimidade dos árbitros que faziam vista grossa ao vasto repertório de anti-jogo, que vai da cera despudorada à brutalidade mais gratuita. A desfaçatez da arbitragem era mais revoltante ainda porque coincidia com a última palavra de ordem da FIFA, que mandava punir, com expulsão, a rasteira, o pontapé traiçoeiro e outros golpes desleais que ferem fundo a essência do futebol.

Lá em cima, as arquibancadas iam ficando cada dia mais desertas: nem as bandeiras que tanto enfeitam o estádio, nem mais a singela coreografia das torcidas, aquecendo o espetáculo e enriquecendo a trilha sonora de cada gol com o seu canto festivo.

Foi naqueles dias amargos que baixou em mim, certa vez, um tremendo acesso de melancolia. Que diabo, eu venho de outras eras. Sou dos tempos em que o futebol brasileiro sabia refinar sua técnica, elevando-a às culminâncias da arte: o drible era poesia, o passe era prosa, o chute era êxtase e o gol, delírio pleno.
Sitiado de tristeza, eu me perguntava sem eco: terá sido em vão aquele drible à direita que Garrincha inventou e que nos deu de mão beijada como herança maior?

E a “folha seca” com a qual mestre Didi decretou o outono de tantos goleiros pelos campos afora? E o milagre de Pelé, cujos gols – como eu já disse – eram tramados na véspera, pois, matreiro como ninguém, ele trazia de casa as traves e a bola do jogo...

Belas tardes em que a bola solar de Gérson, Tostão e Rivelino espalhava contentamento pelos campos mexicanos no mundial de 70. Eu tinha orgulho de chorar em público as lágrimas de alegria que não eram só minhas porque de todos nós, irmãos gêmeos de Carlos Alberto, de Jairzinho e Clodoaldo. Até hoje, eles dão a volta olímpica no Azteca da minha infinita saudade.

Bem-vindo sejas, doce Nenem Prancha, tu que me ensinaste a decifrar os mistérios da linha de fundo, fosse nos pés de Tesourinha, fosse nos pés de Garrincha ou de Julinho: tu que me mostraste, pela primeira vez, onde luzia o talento de Heleno de Freitas e a chispa certeira de Ademir Menezes. Tu que tanto louvavas com olhar reverente a majestade de Nilton Santos.

Faz de conta que estivesse aqui conosco, assistindo às esplêndidas finais do futebol brasileiro, no ocaso deste ano.

E, como sei quanto estimas o esporte da nossa paixão comum, com certeza não deixarás de contar aos nossos saudosos amigos, aí de cima, que o infante Elivelton fez, contra os tchecos, em Goiás, o que há de ficar na memória dos olhos como o gol do ano. Ele driblou uma fila de três e mais teria driblado se mais houvesse em seu vertiginoso caminho. À entrada da grande área, destampou o garoto um chute digno dos tempos venturosos da seleção. Um gol que transcendeu as malhas da rede para consagrar-se como um símbolo– o símbolo, quem sabe, da ressurreição do futebol brasileiro.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Coluna do Felipe: A falta de maturidade dos Garotos da Vila


A twitcam indiscreta dos reservas do Santos em Presidente Prudente, na noite do último domingo, irritou bastante a diretoria santista e os jogadores que participaram do episódio serão convocados dar explicações. Ainda não foi divulgado se haverá punição. O goleiro Felipe, o meia Madson, o atacante Zé Eduardo, além dos meias Alan Patrick e Zezinho, se reuniram num dos quartos da concentração em Prudente, logo após a vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio local. Madson ligou sua webcam e começou a fazer uma transmissão via Live Stream.

Em vários momentos, os jogadores passaram da linha e ofenderam torcedores que assistiam à transmissão via Twitter. O que mais irritou a direção do clube foi o fato de os atletas estarem em concentração (apesar de sido após o jogo, eles estavam hospedados num hotel reservado pelo Santos e, portanto, ainda não era considerado folga). Além disso, apareceram sem camisa, falando vários palavrões e discutindo com torcedores (a câmera chegou a flagrar Zé Eduardo discutindo com Robinho, que estava em Santos e ligou para os companheiros para pedir que eles desligassem a câmera, pois àquela altura, quase 2 mil pessoas estavam acompanhando).

Para evitar que isso volte a acontecer, os jogadores do Santos serão proibidos de fazer transmissões por conta própria. Se quiserem ter contato com torcedores via Live Stream, os atletas terão de obedecer a algumas regras que estão sendo elaboradas pela Assessoria de Comunicação do Santos. Por exemplo: as twitcams serão realizadas somente no clube, sob supervisão da assessoria. Quem desobedecer, ficará sujeito a sanções disciplinares.

Isto mostra a falta de maturidade dos Meninos da Vila, já fui muito criticado por falar que eles são moleques que jogam futebol muito bem, mas a mentalidade deles é pequena, de adolescentes (que é o que eles são) se quiserem me xinguem nos comentários, por email (felipepf97@gmail.com) e por Twitter (@felipepf10) que continuarei com minha opinião de que eles são bons jogadores e futuros craques e imaturos.

sábado, 31 de julho de 2010

A Prancheta: Seleção Brasileira

Na coluna de hoje, trago como montaria a seleção brasileira para o amistoso dia 10 de agosto onde a equipe enfrentará a seleção americana. Ressalto que escalei a equipe sem Hernanes e Sandro, pois ainda há uma indefenição sobre qual será cortado para o amistoso. Vamos ao time:

Football Fans Know Better

Onde fiquei com as maiores dúvidas sobre quem escalaria foi na lateral-esquerdo (Marcelo ou André Santos) e na zaga (David Luiz, Réver ou Henrique)
Decidi colocar Marcelo pela sua grande qualidade em apoiar o ataque. Na zaga, apostei em David Luiz, pois acho ele um zagueiro de excelente qualidade (pelo menos no FIFA 10, brincadeira ele é bom na vida real também). Já nas outras posições nenhuma surpresa. 

terça-feira, 27 de julho de 2010

Contos e Crônicas: Primeira Crônica de Nelson Rodrigues sobre Pelé

Achei esta excelente crônica do grande Nelson Rodrigues, muita boa mesmo!

Reparem na data e nas palavras do Nelson Rodrigues. Sensacional!

Santos 5x3 América, 25/02/1958, no Maracanã, pelo Torneio Rio-São Paulo

Depois do jogo América x Santos, seria uma crime não fazer de Pelé o meu personagem da semana. Grande figura, que o meu confrade Albert Laurence chama de “o Domingos da Guia do ataque”. Examino a ficha de Pelé e tomo um susto: — dezessete anos! Há certas idades que são aberrantes, inverossímeis. Uma delas é a de Pelé. Eu, com mais de quarenta, custo a crer que alguém possa ter dezessete anos, jamais. Pois bem: — verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador Jones, se etíope. Racionalmente perfeito, do seu peito parecem pender mantos invisíveis. Em suma: — Ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte em derredor.

O que nós chamamos de realeza é, acima de todo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: — a de se sentir rei, da cabeça aos pés. Quando ele apanha a bola e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento. E o meu personagem tem uma tal sensação de superioridade que não faz cerimônias. Já lhe perguntaram: — “Quem é o maior meia do mundo?”. Ele respondeu, com a ênfase das certeza eternas: — “Eu”. Insistiram: — “Qual é o maior ponta do mundo?”. E Pelé: — “Eu”. Em outro qualquer, esse desplante faria rir ou sorrir. Mas o fabuloso craque põe no que diz uma tal carga de convicção, que ninguém reage e todos passam a admitir que ele seja, realmente, o maior de todas as posições. Nas pontas, nas meias e no centro, há de ser o mesmo, isto é, o incomparável Pelé.

Vejam o que ele fez, outro dia, no já referido América x Santos. Enfiou, e quase sempre pelo esforço pessoal, quatro gols em Pompéia. Sozinho, liquidou a partida, liquidou o América, monopolizou o placar. Ao meu lado, um americano doente estrebuchava: — “Vá jogar bem assim no diabo que o carregue!”. De certa feita, foi até desmoralizante. Ainda no primeiro tempo, ele recebe o couro no meio do campo. Outro qualquer teria despachado. Pelé, não. Olha para frente e o caminho até o gol está entupido de adversários. Mas o homem resolve fazer tudo sozinho. Dribla o primeiro e o segundo. Vem-lhe ao encalço, ferozmente, o terceiro, que Pelé corta sensacionalmente. Numa palavra: — sem passar a ninguém e sem ajuda de ninguém, ele promoveu a destruição minuciosa e sádica da defesa rubra. Até que chegou um momento em que não havia mais ninguém para driblar. Não existia uma defesa. Ou por outra: — a defesa estava indefesa. E, então, livre na área inimiga, Pelé achou que era demais driblar Pompéia e encaçapou de maneira genial e inapelável.

Ora, para fazer um gol assim não basta apenas o simples e puro futebol. É preciso algo mais, ou seja, essa plenitude de confiança, certeza, de otimismo, que faz de Pelé o craque imbatível. Quero crer que a sua maior virtude é, justamente, a imodéstia absoluta. Põe-se por cima de tudo e de todos. E acaba intimidando a própria bola, que vem aos seus pés com uma lambida docilidade de cadelinha. Hoje, até uma cambaxirra sabe que Pelé é imprescindível em qualquer escrete. Na Suécia, ele não tremerá de ninguém. Há de olhar os húngaros, os ingleses, os russos de alto a baixo. Não se inferiorizará diante de ninguém. E é dessa atitude viril e mesmo insolente que precisamos. Sim, amigos: — aposto minha cabeça como Pelé vai achar todos os nossos adversários uns pernas-de-pau.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Coluna do Felipe: Um Mau Exemplo

Créditos: Reprodução/Globo Esporte

Ontem, tivemos o GP da Alemanha de Fórmula-1. E nele, tivemos uma atitude extremamente antidesportiva. A Ferrari induziu Felipe Massa a abrir e deixar Fernando Alonso passá-lo, com isso o espanhol venceu a corrida, o deixando em uma situação mais confortável na classificação do campeonato.

A punição para esta atitude da construtora italiana? Uma "leve" multa para os padrões ferraristas de U$ 100 mil.

Na minha opinião esta punição ficou barata, para mim os dois pilotos deveriam ser desclassificados e a Ferrari suspensa por algumas corridas e ainda ter de pagar uma multa alta.

Atitudes antidesportivas não aconteceram somente ontem, relembre outors casos:

  • Em 2002, no GP da Bélgica Jean Todt (ex-presidente da Ferrari) ordenou que Barrichelo deixasse Schumacher o passar
  • No Mundial de Vôlei Feminino de 2002, as chinesas entregaram jogos para enfrentar rivais mais fracos na fase decisiva.
  • A vitória de 1 a 0 da Alemanha sobre a Áustria classificava as duas seleções na Copa de 1982. Após o gol, ninguém mais quis jogo.
  • Na segunda divisão maranhense, o Chapadinha perdeu por 11 a 0 para o Viana, eliminando o Moto Clube.
  • Pilotos argentinos diminuíram a velocidade na última etapa da F-3 sul-americana de 1993, para beneficiar o compatriota Fernando Croceri, tirando o título de Hélio Castro Neves

Elevador: o sobe-desce do esporte neste fim-de-semana

SOBE


Seleção Brasileira de Vôlei- A equipe comandada por Bernadinho foi campeã da Liga Mundial de Vôlei.

Corinthians- Na despedida de Mano Menezes, o time venceu bem o Guarani por 3 a 1 e beneficiada pelo empate entre Fluminense e Botafogo, reassumiu a liderança do Campeonato Brasileiro.

Santos- A equipe venceu o clássico ante o São Paulo, minimizando a crise interna. Com a vitória a equipe vai ainda mais motivada para o jogo de ida da final da Copa do Brasil.

DESCE

São Paulo- A equipe perdeu o clássico paulista contra o Santos, aumentando ainda mais a crise interna do clube.

Ferrari- A construtora da Fórmula-1 mostrou um exemplo de desonestidade ao obrigar Felipe Massa deixar Fernando Alonso o passar para o memsmo vencer a corrida